Nada disso. É um assunto que me passa completamente ao lado. Se calhar até é por isso que não ando para aí a mandar postas de pescada, dizendo que esse estilo (?) é isto ou aquilo. Quem sabe…
Mas pessoas como eu, há por aí muitas. Também há outras que ouvem e se abanam com gosto. “Se calhar são bimbos”, dizem vocês. Provavelmente são, mas parem lá de fazer juízos de valor. Isso não é nada bom.
Mas menos bom ainda, e não se percebe, é que a maioria das pessoas que não gosta destas músicas mande o seu “bitaite” e depois vá a correr para casa, ouvir os “somzaços” que passam na rádio da moda (seja ela qual for) e ou na MTV!
Olha que bela moral. Primeiro falasse mal do que (quer queiramos quer não) é nosso e depois vai-se para casa consumir o lixo de outros países! E, se for preciso, ouvem e gostam. Até aprendem a letra, se for preciso! Mesmo que não lhes diga nada, porque acredito que muitos não percebam o que se está ali a cantar.
(Claro que nem tudo é lixo, atenção.)
Mas o que me entristece mesmo muito, é que se for preciso renega-se a música popular portuguesa para se ouvir o Crystal Ball dos Keane, cujo refrão é:
È pá fico-me por aqui, não consigo mais. Oh bola de cristal, raios te partam. Mas há mais. Vide outro “piqueno” exemplo:
Patrick Hernandez e seu Born to Be Alive...
You see you were born, born
Born to be alive
Grande sucesso, hein? É verdade. Mas ao traduzirmos o refrão...
“Tu nasceste… nasceste… nasceste para estares vivo.”
A sério? Quem diria… Por acaso não estava nada à espera.
Agora estão a imaginar as figurinhas ridículas que fizeram na disco a dançar isto, não é? Não? Pois olhem que deviam.
Mas podem sempre argmentar, em vossa defesa: “Mas isto não é pimba!”. Claro que não é, no entanto, é impressão minha ou até o Nel Monteiro tem letras melhores que estas? Ah mas são em português. Que belo handicap tu arranjaste ó Nel…
Por último, mesmo sendo um pouco off topic, aproveito para recordar os carissímos visitantes deste blog que os comentários estão disponíveis para todos. Portanto caso queiram dizer de vossa justiça ou simplesmente mandar-nos para algum lado, estão à vontade.
