terça-feira, 29 de abril de 2008

Aquela coisa... err... música?

Eu não gosto de pimba. Aliás, escusava de ter começado assim, para quem me conhece isso é óbvio. Mas pronto, não gosto. E convém informar que não sou daqueles que diz que não mas quando vai é a festa da aldeia, anda para lá a “bailar”.
Nada disso. É um assunto que me passa completamente ao lado. Se calhar até é por isso que não ando para aí a mandar postas de pescada, dizendo que esse estilo (?) é isto ou aquilo. Quem sabe…

Mas pessoas como eu, há por aí muitas. Também há outras que ouvem e se abanam com gosto. “Se calhar são bimbos”, dizem vocês. Provavelmente são, mas parem lá de fazer juízos de valor. Isso não é nada bom.

Mas menos bom ainda, e não se percebe, é que a maioria das pessoas que não gosta destas músicas mande o seu “bitaite” e depois vá a correr para casa, ouvir os “somzaços” que passam na rádio da moda (seja ela qual for) e ou na MTV!

Olha que bela moral. Primeiro falasse mal do que (quer queiramos quer não) é nosso e depois vai-se para casa consumir o lixo de outros países! E, se for preciso, ouvem e gostam. Até aprendem a letra, se for preciso! Mesmo que não lhes diga nada, porque acredito que muitos não percebam o que se está ali a cantar.

(Claro que nem tudo é lixo, atenção.)

Mas o que me entristece mesmo muito, é que se for preciso renega-se a música popular portuguesa para se ouvir o Crystal Ball dos Keane, cujo refrão é:


Oh, crystal ball, crystal ball

Save us all, tell me life is beautiful

Mirror, mirror on the wall


Ui, que som. Vejamos em português…


“Oh bola de cristal, bola de cristal…”


È pá fico-me por aqui, não consigo mais. Oh bola de cristal, raios te partam. Mas há mais. Vide outro “piqueno” exemplo:

Patrick Hernandez e seu Born to Be Alive...


You see you were born, born
Born to be alive


Grande sucesso, hein? É verdade. Mas ao traduzirmos o refrão...


“Tu nasceste… nasceste… nasceste para estares vivo.”


A sério? Quem diria… Por acaso não estava nada à espera.
Agora estão a imaginar as figurinhas ridículas que fizeram na disco a dançar isto, não é? Não? Pois olhem que deviam.
Mas podem sempre argmentar, em vossa defesa: “Mas isto não é pimba!”. Claro que não é, no entanto, é impressão minha ou até o Nel Monteiro tem letras melhores que estas? Ah mas são em português. Que belo handicap tu arranjaste ó Nel…


Por último, mesmo sendo um pouco off topic, aproveito para recordar os carissímos visitantes deste blog que os comentários estão disponíveis para todos. Portanto caso queiram dizer de vossa justiça ou simplesmente mandar-nos para algum lado, estão à vontade.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O Cock que é Robin

Hoje deixo-vos uma dúvida que me surgiu durante o duche matinal, enquanto cantava dois ou três greatest hits dos anos 80. Já agora convém frisar que sim, eu sei cantar MUITO bem.

A dúvida:

Se a palavra inglesa cock, significa pila (estando eu a ser simpático);
Se Just around quer dizer qualquer coisa como: ali por perto;
E se corner se lê: cóna...

...Será possível afirmar que uma pila, de seu nome Robin, canta uma música intitulada ali perto da cóna?!

É esta música! (para os mais esquecidos\leigos\preguiçosos que não querem aceder ao youtube)

Pensem nisto. A sério, pensem e depois digam-me que estes americanos não são uns badalhocos. Ah e se alguém disser o contrário, aviso já que usarei como contra-argumento histórias de criancinhas americanas que foram abusadas por padres pedófilos. (Mais baixo que isto não me lembrei... peço desculpa).

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Força no palito

O povo português gosta de frases estranhas.
A verdade é que gosta mesmo. Não importa o status social, o numero de amigos no hi5, o numero de vezes que chumbou o 9º ano ou se compra o Publico ou o 24horas, todo o português (sim Prof. Berta, sei que "todo o português" tanto pode significar todos os portugueses com um português inteiro, resultando numa frase ambígua, mas neste caso tem mesmo que ser, e ambígua será) gosta de frases estranhas.
Podia ficar aqui a enumerar frases e fazer um post grande, mas, prefiro, ao contrário, fazer um grande post, por isso preparem-se...

Quem nunca ouviu a seguinte loucura "Força no palito!"
Não? Bem, eu já ouvi. Uma vez. Duas vezes, vá la. E à terceira, fiquei a pensar: "No palito? porquê no palito?". É obvio onde é que as pessoas querem chegar, ( é ao pénis ) mas porque raios usam palito como meio para lá chegar? Estão a insinuar que alguém usa o pénis para limpar restos de comida dos dentes? Será que é isso? É possível. Por outro lado, podem estar a insinuar "Ahahaha é tão fino que parece um palito!". É uma ofensa, sem qualquer dúvida. Podem, ainda, querer estar a chamar alguém de Pinóquio: "Ahahaha palito = madeira; madeira = Pinóquio!"

Agora, o leitor deve estar a perguntar a si mesmo " onde é que este idiota quer chegar, com esta conversa da treta? " . Pois, excelente questão...

Foi um regresso em grande? Não foi não senhor. Mas foi um regresso...




Acho eu...

HI5, agora sim, és grande

Como todos sabemos, o hi5 é um espaço muito in.
Imagine-se que há pessoas que nem sabem usar um PC nem tão pouco sabem o que é a internet, mas têm um perfile no hi5! Pronto, isto não nada preocupante... mas o que vou escrever a seguir, é!

Um dia destes, enquanto tentava encontrar uma fêmea jeitosa e com quem pudesse fazer o amor (e não procriar, atenção), deparei-me com o hi5 de um cão. Sim, um cão! Com o nome, idade, signo, fotos... enfim, um perfil que fez corar o meu.
Parei e fui beber um café, enquanto deixei o PC a reiniciar.
Voltei, acedi ao hi5, já mais relaxado e cada vez mais convencido que tudo não tinha passado de um sonho e... dou de caras com o perfil de um espaço comercial. Um bar, ali no meio, assim como quem não quer a coisa...

"Ok, isto está mesmo a acontecer..." - sussurrei para o meu ursinho de peluche amarelo.

E ele, com aquela vozinha característica dos ursinhos amarelos, disse-me: "Também podias fazer um para mim ó grandioso macho latino que habita nesta casa". Ele estraga-me com mimos, eu sei.

Mas decidi não lhe fazer a vontade, até porque ele se tinha portado mal na noite anterior, quando eu o quis pôr no chão para ir dormir e ele, muito senhor de si, me mandou para um sítio acabado em alho.

E como é óbvio, não gostei da sua atitude. Então, aproveitei a situação para me vingar e decidi fazer um novo perfil sim, mas fictício. Mas sobre o quê? Bom, tenho uns ténis (ou sapatilhas, caso ande por aqui alguém do norte) da Vans que gosto muito, mas... tinha que fazer 2 perfis, um para cada "calcante" e isso dá muito trabalho.

Então decidi-me por algo que seja comum a um maior número de pessoas. Algo que esteve, está e estará sempre presente naquela papa caseira que nos dão quando somos miúdos. Aquela que é feita à base de iogurte, banana esmagada e... ela mesmo... BOLACHA MARIA.

Portanto, façam o favor de consultar o hi5 e respectivas fotos desta menina. Aliás, foquei-me muito mais nas fotos. Ah e é verdade, reparem que a bolacha Maria só não faz aquele biquinho com os lábios que ao que parece agora está super na moda, porque eu não acho piada nenhuma. Só por isso. Não culpem a bolacha por favor.

http://maria-bulaxitahh.hi5.com/

Agora sim, o hi5 está mais rico.

sábado, 19 de abril de 2008

Tu taquétinho...

Desde muito novo que oiço esta expressão, geralmente dirigida à minha pessoa quando fazia merda. Hoje, numa banal pesquisa no "supermercado de videos", vulgarmente conhecido por Youtube, encontrei esta relíquia:




Bem, comentários para quê? Mesmo que quisesse seria dificil pois a brutalidade desta música/letra/vídeo é qualquer coisa...

Para terminar, como não podia deixar de ser, guardo um momento de estupidez. ainda que desta vez o tenha tentado evitar... mas sem sucesso. Então é assim: como será o refrão desta música, numa versão cantada pelo homem do anorak vermelho que fazia mal às criancinhas? Humm...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Produto que é vendido dentro de bisnagas e que colocamos na escova de dentes

Para que serve? É pá sou mesmo o pior, eu sei, começo logo com perguntas difíceis… mas vá, vou dar uma ajuda… higiene oral… sim… é isso… ui, quase… hein? lavar os dentes? BINGO! Afinal foi super fácil.

Bom, mas como este blog é um “blog amigo”, deixo-vos uma listinha para que não haja qualquer tipo de dúvidas/enganos:

Vim verde – lavar o chão;
WC Pato – lavar a sanita;
Pasta de dentes - lavar os dentes.

Agora a questão central:
Se na lista acima está o B+A=BA da desinfecção. por que raio é que alguém se lembrou de inventar a história que a pasta de dentes também serve para acabar com as pragas de acne?!
Realmente há mesmo gente que não tem nada para fazer. É como as pessoas deste blog, só que enquanto nós vimos para aqui escrever coisas que não interessam a ninguém, outros preferem inventar mitos. Bem, se isto não é para dar emprego aos MythBusters do Discovery Channel, então não sei para que é…

É claro que toda a gente sabe que a pasta de dentes está para as borbulhas como a pílula está para a gravidez. Apesar disso, pelo sim, pelo não, fui confirmar no google. E a resposta foi a esperada.
Isso levantou, então, uma outra questão: a pasta de dentes não é eficaz… mas e os dentífricos???
Uma boa pergunta, de facto.
Assim, decidi decidido a acabar com esta dúvida inquietante, comi 3 tabletes de chocolate para mousse, de forma a ficar com a cara como um menino de 16 anos.
Motivo? Para além de querer testar uma estúpida teoria, nenhum.

Três semanas depois, é com grande satisfação que posso garantir, com 100% de certeza, que os dentífricos também não servem para dar cabo das borbulhas. Quer tenha, ou não, elixir. Experimentei ambos. Vá, eu entendo perfeitamente, venha daí esse “ohhhhhhh”…

Mas não fiquem tristes, talvez o Tantum Verde sirva, não sei. Sinceramente não tive paciência para testar. Tentem vocês.

Na minha modesta e imparcial opinião, uma pessoa bem pode tentar resistir à tentação, mas acaba sempre por gastar dinheiro no belo do Clearasil. E digo isto sem receber qualquer tipo de contribuição desta marca. Com alguma (não muita) pena minha.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Isto não é facil...

...mas também não é la muito difícil.

É uma intro engraçada,não é? Quem quiser ser muito rigoroso pode sempre dizer "ah e tal,isso não é uma intro".É claro que eu vou responder "ide pro pénis". A grande questão de hoje é a seguinte : os cães conseguem ou não olhar para cima?

Hein? Já pensaram bem nisso? Claro que não,porque,ao contrario de mim,algumas pessoas têm vida,e consequentemente,mais em que pensar.
Mas lá que é uma grande questão,isso ninguém nega. Vi uma discussão sobre isso num filme, não tenho a certeza se foi no Lock,Stock and Two Smoking Barrels, no Layer Cake ou noutro filme qualquer.

Depois comecei a reflectir sobre o assunto. A verdade é que,por mais que me esforce,acho que não me lembro de ter alguma vez visto um cão a olhar para cima. É tipo aquela historia do pénis de vaca e bodes montês bissexuais: toda a gente ouve falar, mas ninguém perde muito tempo a pensar no assunto.Só mesmo eu.

Imaginem o que seria viver uma vida inteira sem olhar para cima ( a não ser virando a cabeça para cima,ou no caso do cão,o focinho para cima,claro está ), condenado para todo sempre a mirar a baixa e media altitude,apenas.

É claro que toda esta tortura tem uma razão de ser. O cão,como toda a gente sabe,é um animal que gosta de se lamber.Regularmente.A toda a hora.

Portanto, o criador dos cães pensou :
"Hmm... Vou criar um animal bem porco. Mas ao mesmo tempo,leal. Um animal que não goste de gatos, porque acha os gatos algo abixanados.Mas,ao mesmo tempo,ironia das ironias,um animal que gosta de passar a língua nas suas próprias partes baixas. Ahahahaha sou mesmo engraçado "

Aí têm, caros leitores. Por isso é que os cães não conseguem olhar para cima. É para verem bem o quão porcos são e para verem, para terem bem a noção da nojencia que estão a fazer quando passam a língua pelas próprias partes baixas.


( E não me digam que podiam simplesmente fechar os olhos,porque isso é batota e os cães não são batoteiros.São apenas nojentos.)

domingo, 13 de abril de 2008

Modelos de SMS? Certo…

Sentado no banco de uma vulgar paragem de autocarro, às 7h da manhã, balançava os pés. “É maluco”, pensam vocês. E eu concordo, não tanto pelo balançar dos pés, mas porque ninguém acorda tão cedo para ir… à Loja do Cidadão. O mais curioso é que quando lá cheguei já estavam 39 pessoas à minha frente. Acordei tão cedo para isto? Achei estranho e senti-me estúpido. A solução que arranjei foi inventar, para mim mesmo, que as pessoas tiveram de dormir ali para arranjar o lugar e assim não fiquei tão em baixo.

Dou então, por mim, ali em pé. E nestas alturas da vida o que é que uma pessoa pode fazer? Bom, uma opção é meter conversa com os “companheiros” da fila, mas optei por não o fazer, pois ao olhar em volta apercebi-me que tinham todos, pelo menos, o triplo da minha idade. E como ainda não tenho opinião formada sobre assuntos como: reumático, problemas cardíacos e afins, resolvi ficar quietinho.

Mas também só aguentei 3 minutos. Aquela vontade de fazer qualquer coisa foi mais forte. Feliz ou infelizmente, como já me deixei de roer as unhas, saquei do telemóvel. Primeiro pensamento: “Vou enviar SMS’s parvas à malta”, como geralmente faço, acrescente-se, mas depois pensei “E vou mandar para quem?”. É que apesar de os meus contactos serem tudo menos normais, não acordam a esta hora…

Pensei mais um bocadinho e… ideia! Vou mexer no telemóvel, a fingir que estou a enviar mensagens! É estúpido mas é verdade, ás vezes gosto de enganar as pessoas. Pensam que eu estou a escrever mensagens mas não estou. Ahahahha.
Sou tão parvo, eu sei…

Enquanto “actuava” para um público que afinal não me ligava nenhuma, verifiquei uma opção que para mim era estranha: Modelos de Mensagens.
“O que é isto?”, pensei. Segundos depois obtive a resposta, é somente uma coisa que não interessa para nada.
Desde logo porque as palavras das SMS’s predefinidas não estão abreviadas e isso vai gerar dúvidas na cabeça das pessoas. Afinal quem é que está habituado a ler SMS’s em português correcto?!

E pronto isto podia ficar por aqui, não se perdia nada e talvez quando carregassem na cruzinha, para sair, pensassem que leram uma coisa como deve de ser. Ou então não. Por isso resolvi acrescentar uns exemplos do que referi. Aí vão:

Chegarei às – Isto era escusado, quando chegar digo que cheguei! Agora “chegarei às”? Se soubesse que ia chegar tarde tinha logo combinado para mais tarde… Já para não falar que este verbo, em SMS’s nem se conjuga assim. Quanto muito “vou chegar…”

Reunião cancelada. – Sim, esta faz muita falta. O cidadão comum tem sempre imensas reuniões. Nem que seja para ir para cusquice com a vizinha do R\C. Cusquice? Nada disso, reunião.

Também te amo – Esta é genial. Quem enviar este modelo à sua cara-metade das duas, uma: ou não gosta dela e quer que seja ela a acabar, até para depois poder fazer o papel de vítima, ou então por preguiça de escrever “Amu.t”.

Parabéns – Assim, sequinho, em vez de uma SMS daquelas todas catitas e que no geral recebemos no nosso último aniversário. Daquelas que resolvemos guardar para no ano a seguir, quando já ninguém se lembrar, fazermos um brilharete. “Parabéns”. Nem “que contes muitos”, nem nada. “Parabéns” e cala-te, vai lá comer o bolo.

Obrigado – Para o final ficou este “obrigado”, sincero, que vai com toda a certeza deixar a outra pessoa a pensar que fez uma acção tremenda. Claro que é muito mais fácil e rápido ir a Nova Mensagem e escrever OBG, mas pronto…

Posto isto, fiquei um pouco pensativo. Sempre pensei e, aliás, defendi a espectacularidade do meu telemóvel. Agora reparo que ele também tem coisas parvas, como os outros. Estou deprimido.

sábado, 12 de abril de 2008

Eles são muitos e são parecidos uns com os outros

Porque raios é que, quando um casal tem um bebé, tem que andar com o bebé para todo o lado, como se fosse um troféu. Já repararam? Parece um premio, ou assim. Ate parece que é algo difícil de arranjar. Parece uma cena rara. Se ainda fosse do tipo “Olha, já viste? Tenho o Jester Race assinado pelo Anders”, isso sim, era de mostrar a toda a gente. Agora um bebe? É que nem são assim tão difíceis de arranjar. Mostram aos amigos. Aos vizinhos. Ao carteiro. Às pessoas imediatamente à frente e atrás na fila do supermercado.

Por falar nisso, ainda um dia destes, estava eu na fila do supermercado a pensar na vidinha, quando ouço um “UUUUÊEEEEEEEE!!!” logo atrás de mim. Tiro o phone esquerdo do ouvido esquerdo, viro-me uns 120º para trás. Ok, vá lá, 135º, e dou de caras com o perturbador que perturbou a calma do supermercado. Era calvo, pesava meia dúzia de quilogramas e não tinha mais que 35 cms. Mas também não tinha menos de 12cms. Então, a mãe do delinquente pergunta:

“Já viu o meu filhote??”

E eu : “Ah, é seu filho? Pensei que fosse o seu marido…”

Perturbador : “ UUUUUUÊEEEEEE!”

Eu : “UUUUUUÊEEEEEE!”? Não. Esquerdo. Sovaco Esquerdo do Diabo”

Ela :” Oi? “

Eu : “ Nada. Pensei que o cabeça de ovo estivesse a chamar-me…”

Ela : “Como é?”

Eu: “ Nada, estou só a fazer conversa para depois postar no blog. Quanto maior for a nossa conversa inventada, menor será o resto do post…E eu estou sem ideias, por isso estou a fazer conversa consigo e talz.”

Enfim, paguei a saqueta de chá que vinha comprar, e fui para casa a pensar. A linguagem dos bebés. É uma coisa fascinante. Já pensaram se aquele “UUUUUUÊEEEEEE!” desesperado não foi apenas para chamar a atenção? As tantas significa algo do género “Mãe, este carrinho é
desconfortável pa cacete…”

Enfim, isto é tudo muito bonito mas já reguei o suficiente, vamos voltar à questão principal: porque raios é que exibem os bebes como se fossem uma coisa doutro mundo? Eles próprios também já foram bebes! Fosgaç, ate eu já fui um bebe. Era rechonchudo. Mas não interessa. Eles passam a maior parte do tempo a dormir, chupar na teta (literalmente) e a chorar/berrar. Muito boa vida, certo? Relativamente parecida a minha, tirando a parte do chorar e a parte da teta…

Tanta choradeira, para quê; de que é que eles se queixam? Não estudam. Não trabalham. Não fazem absolutamente nada a não ser a cena do dormir e mamar, então porque é que se queixam? Choram, choram… bando de emos. Não merecem ser exibidos daquela maneira, não merecem não senhor. Portanto, acho que o governo devia fazer uma lei que proibisse o nascimento desses choramingas.

Ok, eu calo-me.
Calei-me.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

“Já posso beijar?"

É esta a dúvida que vagueia pela cabeça de milhões de pessoas e impede a sua felicidade. E atenção que não é beijar na boca, é muito mais simples que isso.
E não, também não é beijar o Menino Jesus na Páscoa. Nem tanto ao mar nem tanto à terra…

Bem, como é de senso comum, a vida está em constante mudança.
Exemplo:

Pita do telemóvel says: “Ontem o meu telemóvel tocava na Escola Carolina Michaelis, em plena aula de francês e hoje estou numa escola nova…”

É disto que estou a falar meus caros, mudança. E já que estou a falar de escolas, é verdade ou mentira que os homens têm muito mais dificuldades quando mudam de escola? Ah pois, primeiro só interagem com pessoas do mesmo sexo, basicamente, porque dá mais jeito. Até para cumprimentar, é só apertar a mão e já está.
Ou achavam que os elementos do grupinho de rapazes da vossa turma eram gays?! lol
Deixem estar, lá para a terceira semana, eles vão ganhar coragem e vão meter conversa com um membro do sexo oposto, possivelmente para perguntar: “err… tens… tens uma mina?”

E assim o primeiro passo está dado, depois é sempre a subir. Começam a dizer “olá” e “adeus”, a almoçar com as colegas na cantina, a pedir para assinarem por eles na folha de presenças quando faltam… quase tudo. Mas mesmo assim, não são totalmente felizes porque, dentro das suas cabeças, uma dúvida persiste: Será que já posso cumprimentar com dois beijos? Pois é…

Convenhamos que dar com as mulheres é difícil. Há homens que conseguem concluir o Doutoramento mas nunca conseguiram beijar a colega que lhe orienta os apontamentos.
Penso situações destas só acontecem porque não há um manual de normas. Tipo:

Manual de Normas para Cidadãos Fixes
Alínea 4 – A Arte de Cumprimentar

O macho deve começar por saltar ao pé-coxinho, enquanto, ao mesmo tempo, assobia uma música do, mítico, José Cid. Caso a fêmea diga a palavra “Zbréki”. Então o macho pode avançar e cumprimentar a senhora. Caso contrário, é obrigado a abandonar o local e enfrascar-se na tasca mais próxima.

Acho que algo deste género podia resolver a coisa.
É que por incrível que pareça, o homem pensa que é capaz de destruir aquela bela relação “Olá - Adeus”, só por tentar dar um beijo na cara. Mas o mais estúpido é que se for preciso, nas conversas de MSN despedem-se sempre com “jinhos grandes” ou ainda pior: “jokas”! Claro que mais tarde, quando se encontram, face to face… continua tudo na mesma.
E isto entristece-me bastante, é que quando passo na rua vejo a cara das pessoas e nota-se que há muito boa gente a sofrer com isto. Assim, resolvi deixar umas dicas para os mais necessitados.

Técnicas disponíveis:

- o jogo: “Ah vamos jogar ao verdade ou consequência…” - “Só nós os dois?” - “Sim, anda lá… verdade ou consequência?” - “Consequência.” - “OK, da me um beijo na cara.”;

- o brincalhão: técnica que eu próprio já usei variadíssimas vezes, nem sempre com sucesso, confesso. “Olá, posso te dar um beijinho? Não? Ah, não faz mal, ‘tava a brincar.” E damos o nosso sorriso mais parvo;

- o descontraído: consiste em chegar e, calmamente, como se já fizessem aquilo à muito tempo, chegam e beijam. Prática arriscada que tanto pode render o rótulo de “simpático”, como de “tem a mania que é bom”.

Bom, espero ter ajudado alguém e desejo sinceramente que o futuro vos reserve muito mais beijinhos na cara. Se alguém seguir estas dicas e posteriormente se atirar da ponte por ter falhado redondamente, espero que a família não meta qualquer tipo de acção contra mim em tribunal… e agora estou a falar a sério!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

[Insert someone pimba here]Rock

Não gosto muito de revistas. Elas irritam-me um bocadinho, especialmente aquelas "Nova Gente", "Caras" não sei que e porcarias desse género. Elas irritam-me, especialmente porque não consigo ver um exemplar de uma dessas revistas sem ceder à tentação de ler a primeira página, não vá constar por lá alguma notícia bombástica, do género “Cláudio Ramos vai ser mãe!” ou algo do género. Enfim.
Um dia destes, fui ao quiosque do costume fazer a pergunta do costume ( “ Tem a Loud? “ ). Depois de ouvir a resposta do costume (“ Não, só recebi 3 e já as vendi “ ), fiquei especado durante uns bons 2 segundos a olhar para a capa da Nova Gente .Lá estava a Luciana Abreu aka Floribela ( ou Floribella,whatever ), toda pintada e siliconeada . Enfim, preparo-me para ir embora, pego no mp3, carrego no Random e começa a tocar uma faixa qualquer de Harry and the Potters . Como se isso por si só não fosse mau o suficiente, tenho o seguinte pensamento: “Então se à pala do Potter, inventaram o Wizardrock, será que mais dia menos dia inventam o Floribel(l)aRock?”.

Pensem. Imaginem só. Imaginem, dezenas e dezenas de bandas a aparecer de um dia para outro, com os elementos vestidos à lá Floribel (l) a, aqueles ténis floridos, a cantar musicas sobre a Floribel(l)a, a dar concertos em tudo quanto era sitio, desde livrarias até lares de terceira idade. Imaginem inventarem um desporto em homenagem à dita cuja, o florbol. Regras? Não tou com paciencia para as inventar.
Enfim, muito gostamos de criticar Portugal, mas a verdade é que isto podia estar pior. Bem pior. Imaginem só: Floribellarock; ManelLuísGouchaRock (letras sobre os livros de culinária do Goucha e frases celebres proferidas pelo mesmo no Você na TV); PreçoCertoRock (musicas feitas à volta das "piadas" do Fernando Mendes)... Triste, não é? Claro que o povo português é um povo decente, e a probabilidade desses pseudo - géneros musicais aparecerem e dominarem o pais é ainda menor do que a probabilidade do Goucha ter um filho com a Cristina Ferreira, mas ainda assim, é razão para ter medo, nem que seja para ocupar o tempo.

Já agora, não tenho a certeza se a palavra "siliconeada" existe ou não. Portanto, se algum professor de TEE estiver a ler isto, por favor deixe um comentário, de modo a desfazer a minha dúvida. Obrigado.

terça-feira, 8 de abril de 2008

O génio da bola

Toda a gente já ouviu falar no Cristiano Ronaldo. Ou por jogar à bola, ou por comer as gajas todas, whatever. Como é uma pessoa mediática, é normal que as empresas apostem nele, com fins publicitários. Quem não se lembra daquele spot do Modelo, em que ele, de fatinho e sapatinho engraxado, jogava à bola no aeroporto?
Pois é… agora ele está de volta.



É um anúncio muito bonito e tal, mas agora vou mostrar a minha forma de o interpretar.
Ora bem, tudo começa com uma bola, penso que sem dono, algures numas arcadas de Lisboa. Nisto, um adulto que passa nessa rua, depara-se com o objecto citado e o que é que faz? Aproxima-se. Para quê? Para lhe dar festinhas. É verdade, viu ali uma bola carente e pimba, toma lá disto. Só vocês verem a classe deste anúncio.

Nisto, a bola começa a deitar fumo e sai de lá um marmanjo. E o que é este diz? Diz: “Eu sou o génio da bola”.
É que nem “Boa tarde” nem nada, parece que está naquele concurso televisivo que havia antigamente, do Jorge Gabriel, em que ele ligava para casa das pessoas e elas tinham que dizer logo “RODA DOS MILHÕES!” e se dissesse qualquer coisa antes, perdia.
Mas pronto, se calhar só estava com pressa para ir à sua vidinha de génio da bola… vá, vou fazer um esforço para lhe dar o benefício da dúvida.

Adiante. Sempre parco em palavras, Cristiano Ronaldo aka génio da bola, lá explica ao homem que tem três desejos para pedir. E é aqui que começa o desfile de parvoíce. Quer dizer, aqui ainda não, porque o homenzinho ao pedir o primeiro desejo ainda mostra um pingo de humanidade, ou seja, pede dinheiro. E como sabe que o Ronaldo ganha bem, o que é que ele pede? Uma conta como a dele. É perfeitamente natural.

O azar dele é que o génio, estava com pressa e respondeu: “Isso é fácil, vais ali ao BES e abres uma conta crescente”. Exactamente como quem fornece indicações a um estranho que se perdeu na rua: “É fácil pá, é como quem vai ali para as piscinas municipais, mas corta na primeira à direita e depois à esquerda. Não há que enganar.”
No BES é a mesma coisa, chegas, pedes e quando dás por ti ‘tás rico.

Acrescentando ainda, no final: “Vá mais”. Tentando apressar o pobre coitado que apenas queria dar uns chochos numa bola vadia… Aliás, é por causa destas atitudes que eu suspeito que o génio tem pressa para ir fazer qualquer coisa, tipo pagar o selo do carro ou ir para a fila na Loja do Cidadão…

Como segundo desejo, é pedido um bilhete de avião para ir apoiar a selecção à Suiça. E aqui, peço desculpa mas pára tudo! Então o homem pede o bilhete de avião? E o bilhete do jogo? E só para um jogo? E a estadia? Ah, se calhar, estamos a lidar com meninos ricos, que só têm é preguiça de pagar o bilhete do avião, é isso? Ou é apenas um tolinho?

De qualquer das formas, aqui o génio esteve à altura: “Quando abrires a conta pode ser que ganhes algum”. Pode ser. Se não sair, olha, vais a pé. Ou então vais procurar mais bolas para fazer festinhas e pode ser que tenhas sorte. Pensamento positivo.

Por fim, o homem formula o último desejo. E nisto dou por mim a pensar no que será que ele vai pedir. Uma casa em Cascais apinhada de meninas da vida?! Um carro topo de gama?! O Sporting campeão?!? Não, nada disso… quer uma bola autografada. Como quem diz, já que estás com tanta pressa deixa-me só aí um autógrafo “pó meu mai novo”.

Desejo ao qual o génio decide atender, fazendo uns gatafunhos à pressa e despedindo-se de pronto, com um seco “Adeus”. Mais uma vez, esquecendo-se de acrescentar algumas palavras de consolo como “camarada”, “até para o ano” ou “espero que para a próxima tenhas a sorte de apanhar um génio menos forreta”.

E pronto, é isto.

O começo

Numa bela tarde de chuva e vento forte, fomos surpreendidos com a presença de um senhor de microfone na mão que, mais tarde, nos viria a confessar que era jornalista. E em boa hora o fez, porque eu já começava a questionar-me que raio de disturbio seria aquele que faz uma pessoa ir para a rua fazer perguntas, com um microfone na mão…

Segundo o seu testemunho, foi informado da abertura do blog através de um dos heterónimos do meu caro colega bloguista, um tal de Mata Pombas. Coisa que sinceramente não me espanta pois esse ser é um chibo!

Mas pronto, já que o jornalismo tinha gasto dinheiro no bilhete do metro e como nos disse o nome da pessoa que temos de eliminar, resolvemos fazer-lhe a vontade… “Venham de lá essas perguntas.” – dissemos.

Entrevistador: Este blog que criaram, vai trazer alguma coisa de novo à blogosfera?

Tony Mais ou Menos da Silva: É pá, hoje estou um bocado deprimido… por mim não.
Sovaco Esquerdo do Diabo: Por mim… humm… traz um link novo e faço já a publicidade:

E: Então para que é que o criaram? Se é mais do mesmo, se calhar não valia a pena…. Digo eu…

S: Bem, o meu leitor de mp3 ficou sem bateria e…

E: Só por causa disso??? Porque é que não ficaram, ao invés, na vossa mesinha do café, a comer tremoços e a mamar jolas?

T: Bom, porque, na verdade, não estávamos num café. Estávamos numa tasca e de pé, ao balcão…

S: E também já não tinhamos dinheiro…

E: Ah…

S: Ah o quê?

E: Há mas são verdes…. (risos)

A partir daqui, resolvemos censurar a entrevista. Se bem que até me daria um certo gozo descrever, por exemplo, aquele jacto de sangue que esguichou do pescoço da besta que nos entrevistou… Mas pronto, parece que há pessoas que depois vêm aqui ler isto e podem ser sensíveis. Achámos melhor não contar nada.