É esta a dúvida que vagueia pela cabeça de milhões de pessoas e impede a sua felicidade. E atenção que não é beijar na boca, é muito mais simples que isso.
E não, também não é beijar o Menino Jesus na Páscoa. Nem tanto ao mar nem tanto à terra…
Bem, como é de senso comum, a vida está em constante mudança.
Exemplo:
Pita do telemóvel says: “Ontem o meu telemóvel tocava na Escola Carolina Michaelis, em plena aula de francês e hoje estou numa escola nova…”
É disto que estou a falar meus caros, mudança. E já que estou a falar de escolas, é verdade ou mentira que os homens têm muito mais dificuldades quando mudam de escola? Ah pois, primeiro só interagem com pessoas do mesmo sexo, basicamente, porque dá mais jeito. Até para cumprimentar, é só apertar a mão e já está.
Ou achavam que os elementos do grupinho de rapazes da vossa turma eram gays?! lol
Deixem estar, lá para a terceira semana, eles vão ganhar coragem e vão meter conversa com um membro do sexo oposto, possivelmente para perguntar: “err… tens… tens uma mina?”
E assim o primeiro passo está dado, depois é sempre a subir. Começam a dizer “olá” e “adeus”, a almoçar com as colegas na cantina, a pedir para assinarem por eles na folha de presenças quando faltam… quase tudo. Mas mesmo assim, não são totalmente felizes porque, dentro das suas cabeças, uma dúvida persiste: Será que já posso cumprimentar com dois beijos? Pois é…
Convenhamos que dar com as mulheres é difícil. Há homens que conseguem concluir o Doutoramento mas nunca conseguiram beijar a colega que lhe orienta os apontamentos.
Penso situações destas só acontecem porque não há um manual de normas. Tipo:
Manual de Normas para Cidadãos Fixes
Alínea 4 – A Arte de Cumprimentar
O macho deve começar por saltar ao pé-coxinho, enquanto, ao mesmo tempo, assobia uma música do, mítico, José Cid. Caso a fêmea diga a palavra “Zbréki”. Então o macho pode avançar e cumprimentar a senhora. Caso contrário, é obrigado a abandonar o local e enfrascar-se na tasca mais próxima.
Acho que algo deste género podia resolver a coisa.
É que por incrível que pareça, o homem pensa que é capaz de destruir aquela bela relação “Olá - Adeus”, só por tentar dar um beijo na cara. Mas o mais estúpido é que se for preciso, nas conversas de MSN despedem-se sempre com “jinhos grandes” ou ainda pior: “jokas”! Claro que mais tarde, quando se encontram, face to face… continua tudo na mesma.
E isto entristece-me bastante, é que quando passo na rua vejo a cara das pessoas e nota-se que há muito boa gente a sofrer com isto. Assim, resolvi deixar umas dicas para os mais necessitados.
- o jogo: “Ah vamos jogar ao verdade ou consequência…” - “Só nós os dois?” - “Sim, anda lá… verdade ou consequência?” - “Consequência.” - “OK, da me um beijo na cara.”;
- o brincalhão: técnica que eu próprio já usei variadíssimas vezes, nem sempre com sucesso, confesso. “Olá, posso te dar um beijinho? Não? Ah, não faz mal, ‘tava a brincar.” E damos o nosso sorriso mais parvo;
- o descontraído: consiste em chegar e, calmamente, como se já fizessem aquilo à muito tempo, chegam e beijam. Prática arriscada que tanto pode render o rótulo de “simpático”, como de “tem a mania que é bom”.
Bom, espero ter ajudado alguém e desejo sinceramente que o futuro vos reserve muito mais beijinhos na cara. Se alguém seguir estas dicas e posteriormente se atirar da ponte por ter falhado redondamente, espero que a família não meta qualquer tipo de acção contra mim em tribunal… e agora estou a falar a sério!

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