domingo, 25 de maio de 2008
A eurovisão
Mas é giro, pelo menos há quem acredite que sim. Para comprovar esta afirmação, posso adiantar que há pessoas especializadas em festivais da canção. Sabem todas as músicas, o ano a que corresponde e a respectiva classificação. Fixe, não é? Vá, mais ou menos… E para isso o que é que tiveram que fazer? Nada de especial, só tiveram que abdicar da vida social. Peanuts...
Mas como em qualquer competição há um vencedor. É lógico. A minha pequena questão é: porque é que nunca somos nós? Era giro saber, não era? E então pensei e cheguei a uma mais uma (brilhante?) conclusão. Isso só acontece porque só temos um país vizinho e ainda por cima não tem medo de nós.
Portanto das duas, uma: ou metemos o Cristiano Ronaldo a cantar uma música pimba e toda a gente acha muito bonito porque é o CR7 ou então apostamos forte na aquisição de armas nucleares e dias antes do Festival, fazemos uns telefonemas anónimos e pronto: Portugal 12 points.
Não que eu faça questão de ganhar, até porque sou muito caseiro e nem ia festejar para o Marquês nem nada parecido. Eu acho é que uma vitória era capaz de fazer com que o preço da gasolina baixasse, não?
sábado, 17 de maio de 2008
O senhor Marílio – O fim (ler primeiro os 2 posts abaixo)
O sol já ia alto quando acordei. Abri os olhos e ela estava ali, no meio da rua, a olhar para mim. Quem? A génia do mofo, ela mesma, desta feita só com um ligeiro pesseguinho no rosto. Pedi-lhe que me deixasse sozinho, mas sem sucesso…
(Génia) - Oh mulheri, assim que tu gastaris os créditos que ainda tens, piro-me daqui.
Não respondi. Optei por me manter calado, esperando que ela ficasse louca com a minha atitude e explodisse, ou algo do género. Afinal esta história é tão patética, porque razão não poderia um génio transexual explodir assim de repente, só por estar enervado?
Eu estava nas últimas, cheio de dores e tinha fome. Levei a mão ao bolso e encontrei uma moeda de 1 euro. No meio de tanto azar, alguma coisa que corra bem… Algum tempo depois lá ganhei coragem para levantar a cabeça e olhar em redor. Do outro lado da rua havia um supermercado, nem queria acreditar. Ignorando a presença da génia do mofo, fui em frente. Nunca tinha atravessado uma estrada a rastejar, acho que me saí bem… apesar de quase ter sido atropelado duas vezes. Mas consegui.
Uma vez no supermercado, peguei num Bongo de Maracujá e numas bolachas de água e sal e meti-me na fila. Desesperado e sem forças, gritei:
- Jesus, ajuda me!
E o senhor que estava à minha frente na fila respondeu-me:
- Qual Jesus pá? O meu nome é Elvis, fugi dos EUA à uma catrefada de anos e vim para Portugal… tens mortalhas?
Baixei a cabeça e isso foi o suficiente para o Elvis perceber que não. Um pouco desanimado, ajeitou a sua poupa com as mãos, pagou as compras do mês e saiu.
(Génia)- Vês, ninguém te ajuda meu Bisnaguinha… anda lá fazer uma orgia gay, vá…
Era a minha vez de pagar, avancei. Olhei para o tipo da caixa, um tipo magrinho, com um avental vermelho, cabelo comprido e barba por fazer. Se calhar este encaixava no perfil para ser Jesus, mas não me vá ele responder que é o José Cid e está aqui em part time… fiquei calado. Mas por pouco tempo, pois apercebi-me do nome que estava na placa dourada que ele tinha ao peito: JESUS C. Não me contive e gritei:
- JESUS, ÉS TU! SALVA-ME!
(Jesus C.) - Pssst mas… mas… cala-te pá! Ai… Raio do homem, pá! Chiiiiiiu! ‘Tá aí um velho atrás de ti e se te ouve ainda me vem pedir para lhe dar potencia sexual pá! Vá, são 98 cêntimos.
(Eu) - Por favor, ajuda-me… este génio gay ou lá o que é ‘tá a dar comigo em doido… E estou de ressaca, Jesus, por favor…
(Jesus C.) - Ora aqui está o talão e o troco. Toma também uma bolinha de naftalina e cocaína. Agora vai à tua vida e por amor do meu Pai, cala-te! Vá, adeus, bom dia.
E foi isto. Depois de um dia no inferno, Jesus salvou-me. A bolinha de naftalina funcionou como que um talismã. Jesus é mesmo muito inteligente, só ele para se lembrar que o mofo se combate com naftalina. E quanto à cocaína, durou para uma semana inteira, era de fraca qualidade. Por acaso é a única coisa que tenho a apontar, Jesus que é Jesus devia se abastecer directamente com os colombianos… Digo eu.
Dois anos depois, posso dizer que larguei a droga em definitivo. O dealer nunca mais apareceu, correram rumores que foi preso por ter sido apanhado a fumar num avião. No entanto, meus amigos, nem tudo são coisas más… ainda mantenho o meu emprego de verificador do lixo.
O meu nome é Marílio Bisnaga e só tenho que agradecer a’oblogmaligno por me ter deixado contar a história da minha vida entre 13 de Maio de 1999 e 14 de Maio de 1999.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
O senhor Marílio – O desenvolvimento (ler primeiro o post abaixo)
Sem me aperceber e enquanto tomava esta decisão difícil, a nuvem de pó foi ganhando forma e transformou-se numa coisa parecida com um génio. Mas este génio era especial. Aliás, era tão especial que nem sei se diga génio ou génia. E falava:
(Génia) - Olá mulheri, eu sou a génia do moooofo! Ai filha, estava aqui presa há tanto tempo… Olha mulheri, vou te conceder três desejos.
Gelei, um génio que fala! E com aquele baton vermelho? E silicone no peito? Medo. Já tinha encontrado muitas coisas no lixo, mas isto era algo que decididamente não estava à espera de encontrar. Um génio transexual… porra.
(Génia) - Vá, dispachati que ainda tenho que me ir vestir para ir ver o concerto do Mickaaaaaael Carreira!
E esta “coisa” do mofo continuava a insistir que eu tinha que pedir três desejos… Bem, também não tenho nada a perder.
(Eu) - Err… Bom… eu… queria ser rico…
(Génia) - Oh filhaaa, peço-ti imensas desculpas, esqueci-mi de refiriri que só concretizo disejos sexuais com africanos ou…
(Eu ) - O quê?! Aguma vez? Preferia mil vezes ir para a cama com um travesti russo! Por amor de Deus…
(Génia) - Era isso mesmo que eu ia dizeri gaja! Ou africanos ou então disejos com moças que possuam maça-de-adão. Queres qui seja russa? Disejo concedido, amor!
Ok, estou a ressacar – pensei eu. Já estou com alucinações. E saltei do contentor, com a ideia de ir a casa do dealer aqui da zona para acabar de vez com estas mariquices que me atentavam. Dou dois passos e sou abordado por uma loiraça, que basicamente me colocou a mão no ombro e disse com voz de macho: “Querido, sou Natalia Izmailova quero dar-te uma trinca”.
E eu tive medo. Mas tive ainda mais medo quando ela me uma palmada no rabo. Foi aí que percebi que tinha que fugir. Então corri para a casa do dealer, mas ele não estava. Só estava a sua mãe que me viria a dizer que ele tinha ido à Venezuela negociar com um barão da droga lá da zona, um tal de Chávez. Eu estava completamente lixado. Sem uma dose de cavalo vou ressacar que vai ser uma coisa louca e ainda para mais, o tal génio já deve ter ligado para o 118 e já deve saber a minha morada. Para não correr o risco de ter visitas, vou mas é dormir na rua. Afinal de contas nenhuma pessoa se esconde na rua, portanto estou a salvo. Embrulhei-me num cartão e vai de me deitar ali num canto.
Antes de adormecer, pedi a Jesus a sua ajuda. Pedi que aparecesse e me guiasse por este caminho das trevas, levando-me de novo para a luz. Dentro da minha cabeça conseguia ouvir a voz irritante daquela “coisa” a chamar-me: “Bisnaga, Bisnaga…”. Apaguei.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
O senhor Marílio - O início
Enquanto os portugueses tentam encontrar uma bomba de gasolina que ofereça um desconto de 5 cent. por litro ao fim de semana, um homem percorre, cabisbaixo, as ruas de Alcoentre. Esse homem é Marílio Bisnaga e esta é a sua história.
Marílio é um cidadão português como outro qualquer: droga-se, vive numa casa abandonada, não tem família, trabalho nem direito ao fundo de desemprego e masturba-se frequentemente. Contudo, a sua vida não se resume a injectar, ressacar, comer e dormir. Ele bem queria, mas não pode ser. Há trabalho para fazer nas ruas de Alcoentre. Há caixotes do lixo para vasculhar pois é necessário conseguir objectos para vender e assim arranjar dinheiro para a próxima dose.
Questionado sobre que tipo de problemas eram, o senhor Bisnaga perguntou-nos se tínhamos tempo e ao obter uma resposta afirmativa, contou-nos a história da sua vida desde o dia 13 de Maio de 1999 até 14 de Maio de 1999.
Tudo começou no dia 13 de Maio de 1999… era o segundo contentor do lixo que visitava, ainda eram 10 da manhã. Como é meu hábito, trepei o caixote pois assim é muito mais fácil perceber o que está lá dentro, mas assim que entrei pressenti que estava ali mais qualquer coisa. E estava, era um cão que tinha sido atropelado e foi ali metido. De repente, ouvi um estrondo. E veio-me à cabeça que fosse o vento, então molhei o dedo indicador numa gota de suor, sim porque não ia por um dedo todo sujo na boca… convenhamos! Bom, uma vez o dedo molhado, levantei o braço e para o céu, de forma a tentar ver de que direcção vinha o vento. E tal como previa, uma leve aragem acariciou o meu dedo e juro que se eu soubesse distinguir para que lado fica o Norte e o Sul, saberia com toda a certeza dizer de onde vinha o vento. Assim, como não sei, preferi pensar que foi um carinho que o Jesus me deu, afinal de contas era dia da Nossa Senhora de Fátima. Depois deste momento mais católico passado comigo mesmo, olhei para baixo e vi a imagem da nossa senhora de Fátima numa lata de conservas. Fiquei preplexo. Tentei me levantar, mas depois de estar este tempo dobrado, as minhas pernas haviam adormecido e vai daí que não me consegui mexer. E assim fiquei algum tempo, olhando para aquela tamanha beleza. Estava feliz, tinha a certeza que o padre trocaria a lata divina por uma mão cheia de hóstias e um copo de vinho carrascão, que ele diz aos fiéis que é o sangue de Deus.
Quatro minutos depois recuperei as forças e desloquei-me até à “salvação”. Mas para meu espanto, quando peguei nela não tinha lá nada. Que desilusão… vou ter que comer outra vez restos ao jantar. Mexi num saco ao lado e percebi o que acontecera: a lata não tinha o rótulo e estava a reflectir a imagem de uma da Santa que alguém mandou fora, pois estava partida.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
A grande revelação dos nossos tempos
Como vocês sabem, ou deviam saber, o Europeu de futebol esta "prestes" a começar. O povo português adora futebol, porque o povo português gosta de rir de coisas serias, e uma questão que tem sido levantada nos últimos tempos é : quem será o próximo treinador da selecção?
É uma daquelas questões que nunca poderá ser respondida de forma 100% correcta, mas ainda assim, eu acho que sei quem vai ser o novo seleccionador português. Mas vamos por partes...
Um dia destes, acordei, como costumo fazer quase todos os dias, e fui ate à casa de banho. Lavar a cara e talz , maquilhagem e talz, aparar o bigode...
Aparar o bigode... Sim, porque eu tenho bigode, como as centenas de milhares de leitores deste blog já se devem ter apercebido. Foi o meu magnifico bigode que me deu que pensar. O meu bigode é parte integral da minha personalidade.
Comecei a pensar : Scolari , Oliveirinha , Humberto Coelho, Nelo Vingada, Toni , e mais uns quantos que não me lembro agora. Que é que tinham todos eles em comum? Bigode. Ai esta. Um bigode forte, marcante ( tirando o do Nelo Vingada, o bigode dele é gay ), uma parte integral da personalidade ( isto sem querer ofender o Nelo Vingada... ) .
Portanto, foi ao descobrir que o meu bigode, alem de farfalhudo, é parte integral da minha personalidade ( também ela farfalhuda, suponho ) que eu me apercebi que vou ser o próximo seleccionador nacional. Com muita pena minha.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
O mundo anda perdido
Às tantas já nem ligo aos miudinhos, armados em gangsters, que patrulham os subúrbios como se estivessem no Bronx; não ligo aos arrastões que as crianças pobres fazem, imitando o Rio de Janeiro; não olho para as tentativas de brincar ao Carnaval que os portugas fazem, tentando mais uma vez, imitar o Brasil; não ligo aos incontáveis restaurantes e lojas de chineses que tentam transformar “isto” numa Chinatown; nem tão pouco ligo às mulheres horríveis, que passeiam por Lisboa em transportes públicos e que de tão feias que são, por muito esforço que eu faça, não consigo desassociar dos atentados da Al Qaeda. Isto para mim já é normal. Afinal de contas, faz parte do meu dia a dia. Dizem que agora as coisas são assim, por causa da globalização ou lá o que é.
Pois que seja, mas meus amigos, tudo tem limites…
Isto são coisas que não se fazem. Quer dizer, tudo para um e nada para os outros? Qualquer dia ainda se descobre que é o governo que anda a distribuir publicidades manhosas e tal. É que com isto de dar tudo a uns e nada aos outros é bem típico desses meninos. Disseram-me.
Ok… siga. Bom, se calhar até é um “bocado impossível” ser o governo a mandar nisso, não faço a mínima ideia, como referi foi alguém me disse isso. No entanto há uma coisa que eu sei (!) e que não se pode negar (?). Parece que há umas quantas pessoas, que ao preencher os papéis para meter bolsa de estudo na faculdade, referem que são trabalhadores por conta de outrem.
I say: É pá calma!! Bem, mas queremos ter calma ou quê?! Ai… Vá, perguntem lá o que é que eles fazem… Ai agora ficaram amuados, foi? Não faz mal, eu digo na mesma: distribuem publicidade!
E querem bolsa. Oh pá não me lixem. Se isso é um emprego vou ali e já venho. Mas se pensarmos que é (vá, num momento de loucura) então não precisam de ajuda para pagar os estudos! E se é emprego, não seria melhor aprenderem a ser bons colegas e não colocarem panfletos onde já alguém meteu, antes de irem pedir a bolsa?! Haja ética, não? Só um bocadinho, vá lá…
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Nicolau Breyner
Um dia destes, parei numa passadeira. Parei. Carros a passarem de um lado para outro. Estava eu nisto, quando chega uma velhota, com os seus 80 anos. Parou. Carros a passarem de um lado para outro. Podia dizer que entretanto chegou mais uma velhota e desataram a comparar os dildos. Mas não chegou,por isso não vou dizer.
Alem disso, isto é tudo inventado. A questão é que a velha começou a apertar aquele botão, aquele que tem no semáforo, que supostamente serve para mudar a cor do semáforo ( de vermelho para verde, quase que aposto ). Começou a apertar aquilo com um entusiasmo que só poderia significar duas coisas : é ignorante, por ser viuvá desde os anos 60, ignorante, provavelmente por ser viuva desde os anos 60. Pensei que toda a gente sabia que aqueles botões só servem para umas famílias pedirem chorudas indemnizações ao estado.Mas afinal,parece que não.
Já houve vários casos, alem esta com muita pressa, carrega no botão, apanha um "choque", e depois pede uma indemnização ao estado por danos não-sei-quê. Por isso, o que quero dizer com isto, é que os semáforos são lentos para fazer com que as pessoas se irritem e carreguem nos botões. Como os botões não funcionam, mas para compensar, dão choques eléctricos a quem carrega, o estado é obrigado a pagar. Portanto, todos os semáforos foram criados por anarquistas infiltrados no estado, com o objectivo de fazer com que o mesmo fique...teso.
Chocante?
Pois é...
( que merda de trocadilho... )
