Ao dar um murro na tal almofada velha com um cheiro a mofo, fui surpreendido por uma nuvem de pó. E isso deixou-me dividido pois não sabia se havia de snifar ou não. Mas lá fiquei quietinho, até afinal o que eu gosto mesmo é meter para a veia.
Sem me aperceber e enquanto tomava esta decisão difícil, a nuvem de pó foi ganhando forma e transformou-se numa coisa parecida com um génio. Mas este génio era especial. Aliás, era tão especial que nem sei se diga génio ou génia. E falava:
(Génia) - Olá mulheri, eu sou a génia do moooofo! Ai filha, estava aqui presa há tanto tempo… Olha mulheri, vou te conceder três desejos.
Gelei, um génio que fala! E com aquele baton vermelho? E silicone no peito? Medo. Já tinha encontrado muitas coisas no lixo, mas isto era algo que decididamente não estava à espera de encontrar. Um génio transexual… porra.
(Génia) - Vá, dispachati que ainda tenho que me ir vestir para ir ver o concerto do Mickaaaaaael Carreira!
E esta “coisa” do mofo continuava a insistir que eu tinha que pedir três desejos… Bem, também não tenho nada a perder.
(Eu) - Err… Bom… eu… queria ser rico…
(Génia) - Oh filhaaa, peço-ti imensas desculpas, esqueci-mi de refiriri que só concretizo disejos sexuais com africanos ou…
(Eu ) - O quê?! Aguma vez? Preferia mil vezes ir para a cama com um travesti russo! Por amor de Deus…
(Génia) - Era isso mesmo que eu ia dizeri gaja! Ou africanos ou então disejos com moças que possuam maça-de-adão. Queres qui seja russa? Disejo concedido, amor!
Ok, estou a ressacar – pensei eu. Já estou com alucinações. E saltei do contentor, com a ideia de ir a casa do dealer aqui da zona para acabar de vez com estas mariquices que me atentavam. Dou dois passos e sou abordado por uma loiraça, que basicamente me colocou a mão no ombro e disse com voz de macho: “Querido, sou Natalia Izmailova quero dar-te uma trinca”.
E eu tive medo. Mas tive ainda mais medo quando ela me uma palmada no rabo. Foi aí que percebi que tinha que fugir. Então corri para a casa do dealer, mas ele não estava. Só estava a sua mãe que me viria a dizer que ele tinha ido à Venezuela negociar com um barão da droga lá da zona, um tal de Chávez. Eu estava completamente lixado. Sem uma dose de cavalo vou ressacar que vai ser uma coisa louca e ainda para mais, o tal génio já deve ter ligado para o 118 e já deve saber a minha morada. Para não correr o risco de ter visitas, vou mas é dormir na rua. Afinal de contas nenhuma pessoa se esconde na rua, portanto estou a salvo. Embrulhei-me num cartão e vai de me deitar ali num canto.
Antes de adormecer, pedi a Jesus a sua ajuda. Pedi que aparecesse e me guiasse por este caminho das trevas, levando-me de novo para a luz. Dentro da minha cabeça conseguia ouvir a voz irritante daquela “coisa” a chamar-me: “Bisnaga, Bisnaga…”. Apaguei.
Sem me aperceber e enquanto tomava esta decisão difícil, a nuvem de pó foi ganhando forma e transformou-se numa coisa parecida com um génio. Mas este génio era especial. Aliás, era tão especial que nem sei se diga génio ou génia. E falava:
(Génia) - Olá mulheri, eu sou a génia do moooofo! Ai filha, estava aqui presa há tanto tempo… Olha mulheri, vou te conceder três desejos.
Gelei, um génio que fala! E com aquele baton vermelho? E silicone no peito? Medo. Já tinha encontrado muitas coisas no lixo, mas isto era algo que decididamente não estava à espera de encontrar. Um génio transexual… porra.
(Génia) - Vá, dispachati que ainda tenho que me ir vestir para ir ver o concerto do Mickaaaaaael Carreira!
E esta “coisa” do mofo continuava a insistir que eu tinha que pedir três desejos… Bem, também não tenho nada a perder.
(Eu) - Err… Bom… eu… queria ser rico…
(Génia) - Oh filhaaa, peço-ti imensas desculpas, esqueci-mi de refiriri que só concretizo disejos sexuais com africanos ou…
(Eu ) - O quê?! Aguma vez? Preferia mil vezes ir para a cama com um travesti russo! Por amor de Deus…
(Génia) - Era isso mesmo que eu ia dizeri gaja! Ou africanos ou então disejos com moças que possuam maça-de-adão. Queres qui seja russa? Disejo concedido, amor!
Ok, estou a ressacar – pensei eu. Já estou com alucinações. E saltei do contentor, com a ideia de ir a casa do dealer aqui da zona para acabar de vez com estas mariquices que me atentavam. Dou dois passos e sou abordado por uma loiraça, que basicamente me colocou a mão no ombro e disse com voz de macho: “Querido, sou Natalia Izmailova quero dar-te uma trinca”.
E eu tive medo. Mas tive ainda mais medo quando ela me uma palmada no rabo. Foi aí que percebi que tinha que fugir. Então corri para a casa do dealer, mas ele não estava. Só estava a sua mãe que me viria a dizer que ele tinha ido à Venezuela negociar com um barão da droga lá da zona, um tal de Chávez. Eu estava completamente lixado. Sem uma dose de cavalo vou ressacar que vai ser uma coisa louca e ainda para mais, o tal génio já deve ter ligado para o 118 e já deve saber a minha morada. Para não correr o risco de ter visitas, vou mas é dormir na rua. Afinal de contas nenhuma pessoa se esconde na rua, portanto estou a salvo. Embrulhei-me num cartão e vai de me deitar ali num canto.
Antes de adormecer, pedi a Jesus a sua ajuda. Pedi que aparecesse e me guiasse por este caminho das trevas, levando-me de novo para a luz. Dentro da minha cabeça conseguia ouvir a voz irritante daquela “coisa” a chamar-me: “Bisnaga, Bisnaga…”. Apaguei.

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