quinta-feira, 8 de maio de 2008

O mundo anda perdido

São pensamentos que eu tenho e depois se varrem, como se tudo tivesse voltado á normalidade. Mas não, o que acontece é que depois me adapto ao que vejo e começa-me a parecer “normal”.

Às tantas já nem ligo aos miudinhos, armados em gangsters, que patrulham os subúrbios como se estivessem no Bronx; não ligo aos arrastões que as crianças pobres fazem, imitando o Rio de Janeiro; não olho para as tentativas de brincar ao Carnaval que os portugas fazem, tentando mais uma vez, imitar o Brasil; não ligo aos incontáveis restaurantes e lojas de chineses que tentam transformar “isto” numa Chinatown; nem tão pouco ligo às mulheres horríveis, que passeiam por Lisboa em transportes públicos e que de tão feias que são, por muito esforço que eu faça, não consigo desassociar dos atentados da Al Qaeda. Isto para mim já é normal. Afinal de contas, faz parte do meu dia a dia. Dizem que agora as coisas são assim, por causa da globalização ou lá o que é.
Pois que seja, mas meus amigos, tudo tem limites…
No dia em que eu entro para o meu carro e me deparo com 5 folhetos no mesmo limpa pára-brisas, algo está mal. Muito mal. E convém referir (ou frisar no caso de haverem aqui pessoas que preferem essa palavra) que estavam todos colocados à frente da minha cara, todos na mesma borracha que, suportada por um ferrinho, serve para limpar o vidro do carro. E a outra borracha mais à direita, não tem direito? Parece que não. E o limpa pára-brisas traseiro? Também não? Porquê, é preto? Por acaso até é, mas é igual aos outros dois. Não se percebe.

Isto são coisas que não se fazem. Quer dizer, tudo para um e nada para os outros? Qualquer dia ainda se descobre que é o governo que anda a distribuir publicidades manhosas e tal. É que com isto de dar tudo a uns e nada aos outros é bem típico desses meninos. Disseram-me.
Mas se calhar isso é um “bocado impossível”, dizem vocês. Bom e aqui faço um pequeno aparte pois acabei de usar uma expressão que é qualquer coisa. Um “bocado impossível”: não é possível nem é impossível. Pá, é um bocado.

Ok… siga. Bom, se calhar até é um “bocado impossível” ser o governo a mandar nisso, não faço a mínima ideia, como referi foi alguém me disse isso. No entanto há uma coisa que eu sei (!) e que não se pode negar (?). Parece que há umas quantas pessoas, que ao preencher os papéis para meter bolsa de estudo na faculdade, referem que são trabalhadores por conta de outrem.
Estimado público say: “Uau que novidade…”

I say: É pá calma!! Bem, mas queremos ter calma ou quê?! Ai… Vá, perguntem lá o que é que eles fazem… Ai agora ficaram amuados, foi? Não faz mal, eu digo na mesma: distribuem publicidade!

E querem bolsa. Oh pá não me lixem. Se isso é um emprego vou ali e já venho. Mas se pensarmos que é (vá, num momento de loucura) então não precisam de ajuda para pagar os estudos! E se é emprego, não seria melhor aprenderem a ser bons colegas e não colocarem panfletos onde já alguém meteu, antes de irem pedir a bolsa?! Haja ética, não? Só um bocadinho, vá lá…

2 comentários:

Anónimo disse...

Muitos Parabéns pelo blog e pelo teu talento! :)

Leila* disse...

Ética? ainda acreditas nisso?

Enfim...

Já agora, acho que no carnaval não imitamos os brasileiros, segundo li aí pra qualquer sitio, foram os portugueses que levaram o carnaval para lá, a diferença é que eles souberam rentabilizá-lo, coisa que nós com cabeçudos não fazemos!!

Kiss**