quinta-feira, 26 de junho de 2008

O chupa moedas

Dizem que a sociedade se transformou em algo horrível, porque passarmos na rua e ignorarmos os pedintes. Que parvoíce pegada. Isso de ignorarmos os pedintes é uma coisa que considero normalíssima, pois geralmente só nos deixamos enganar uma vez e a partir do momento em que vemos um senhor, todo roto, a arrumar carros e de seguida entrar num Mercedes Classe A, tudo muda. Por isso, é normal que pensemos que todos os outros pedintes, mendigos, pobrezinhos, drogados, mandriões, alérgicos ao trabalho e afins, também actuem da mesma maneira e queiram viver à lord, com a ajuda das nossas moedas pretas.

Assim, e de uma maneira também perfeitamente normal, as pessoas que dedicam à pedinchice, viram-se forçadas a fazer um upgrade à sua forma de abordagem, de modo a chamarem, mais facilmente, a atenção dos transeuntes e das suas moedas. Até porque para além de terem de combater a indiferença de que são alvo, a vida está difícil para todos e de um modo geral, os pedintes vêm todos com a mesma conversa.

E é aqui que entra o cego rapper do metro:



Meus amigos, isto é que é inovar. Para mim este homem é enorme, sou fã. Aliás, acho-o tão bom que nem percebo por que é que aquele beat boxer francês foi escolhido para o anúncio da Vodafone, quando está aqui este menino com um potencial enorme… Bom, mas também estou a falar de coisas que não sei. Às tantas ele até era a primeira hipótese mas preferiu aguardar por um convite de uma operadora portuguesa, pois é um patriota.

E atenção que este rapaz é cego, não é parvo. Como se pode ver, ele percebeu logo que se fosse diferente dos outros “chupa moedas” (termo inventado por mim neste preciso momento), podia lucrar mais que eles. E assim vai-se safando. E reparem que ele continua a utilizar, qual regra nº 7 do manual do cego pedinte, a frase do “não sei quê, bondade de meu auxiliar”. Ou seja, mesmo tendo mais sucesso, continua a usar as expressões dos seus concorrentes, de forma a evitar a concorrência desleal.

Ora bem, caso eu andasse por aí a tentar oferecer uma moeda de 5 cêntimos, preferiria dá-la ao velho cego que só passa ali com a caixinha das moedas ou dá-la ao rapper branco e cego que até faz umas músicas giras? É pá, para mim a resposta é óbvia.

Claro que podem argumentar o tal rapper é mal-educado se ninguém lhe dá esmolas… Mas eu compreendo-o, então o homem ali a esforçar-se por fazer músicas altamente e ninguém lhe dá nada? Nem batem palmas? Eu também ficava indignado. A sério.

Assim de repente e para terminar, penso que se calhar o problema dele é ter nascido em Portugal. É que provavelmente, se fosse americano já tinha sido entrevistado pela Oprah, já tinha lançado uns CD’s com o Eminem e já tinha feito uns videoclip’s com umas gajas boas e tal… Aqui, o máximo que pode alcançar é ser entrevistado pela Júlia Pinheiro e ser gozado pelo Valete num rap qualquer.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Os sapos

Há muitas coisas que me fazem confusão. E nesta altura do dia, a coisa que me faz mais confusão é aquele bicho marado, o sapo. mas não são todos. Não há nenhum motivo especial, é só porque sim. E também não me fazem todos confusão. Aqueles que, inocentemente saltam de garrafa de óleo em garrafa de óleo, nos límpidos rios portugueses, tentando evitar a morte por asfixia num qualquer saco de plástico, dum hipermercado qualquer, não. Claro que não. Esses não me metem confusão, metem-me pena. Sim pena, porque já não chegava viverem na merda como também não podem fumar. Nem sequer um cigarrinho depois de fazer o amor. Nem erva. Nada. Parece que podem explodir. E é triste ter que morrer só para relaxar ou apanhar uma moca. Não compensa.

Os sapos que me metem “confusão” - termo que estou a pensar alterar para nojo - são os que andam nos eventos a fazer publicidade a não sei o quê. São uns bonecos verdes, vestidos de licra e com uma cabeça totalmente desproporcional… Sinceramente não encontro adjectivos para os caracterizar, pelo que, se ainda não me consegui explicar, façam o favor de cuscar um hi5 qualquer pois de certeza que há lá fotos deles. É que toda a gente quer tirar fotos com o raio dos sapos! Não se percebe...

Mas isto dos sapos deixa-me uma dúvida que penso ser pertinente: aquilo são pessoas, não são? É que às vezes parece que sim, outras nem tanto. Pá, não sei. Mas se forem mesmo pessoas, espero que estejam a ser bem pagas para fazer aquelas figuras. E digo isto porque se não são bem pagas, são extremamente parvas. Mesmo.

E já que se põe a hipótese de serem pessoas parvas, será que quando tiram fotos com eles, eles fazem uma cara bonita para aparecerem bem na foto? Será que sorriem? Se forem estúpidos ao ponto de fazerem figuras ridículas e não receberem bem, penso que sim.

Pronto e afinal é só isto. Parece que agora já nem me faz tanta confusão assim. Se calhar é porque atravessei a estrada numa passadeira. Humm. É isso. Sim.

sábado, 14 de junho de 2008

O meu banco

O meu banco é uma coisa fantástica. Sempre perto de mim, zelando pelos meus interesses… É pá, gosta de mim. Parece que a malta que lá trabalha só descansa quando me vir cheio de coisinhas boas, tudo do melhor. Uma vida de luxo. E se eu digo que não, eles insistem. Telefonam-me, enviam-me cartas atrás de cartas, sempre a oferecer cenas e, curiosamente, subindo sempre a fasquia.

'Quer um crédito de 20.000 já aprovado? 'Tá aqui!'
'Quer ir às compras sem esperar pelo fim do mês? 'Bora, aqui tem um cartão de crédito!'

São uns porreiros, pá. E queridos. E às vezes até me tratam por ‘senhor’! Enfim... a vida podia ser sempre assim, alegre e interessante. De facto, podia... se eu não achasse que eles me querem comer o rabinho. É que eles sabem perfeitamente que eu não tenho mais de 500€ na conta e também não tenho um patrão que ao fim do mês me faça uma transferência, de modo a abater a minha dívida.
Portanto, como eu parto do principio que eles são fofinhos e não me querem ver endividado, só podem mesmo estar a tentar fazer com que eu pague com o corpo...

Ah, seus interesseiros!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Pesquisando emprego

Para o caso de ainda não terem percebido, eu sou um homem. E quando chega o calor o que é que os homens pensam? Ir para a praia, ver gajas. Quer dizer, isto no caso de não serem camionistas, pois esses pensam em fazer greves e tentar parar o país à força toda. E vendo bem as coisas, até têm razão. O problema é que neste belo país, não se safam. Reparem, se nos guiássemos pela lógica, se o povo fosse informado que a comida e a gasolina iam acabar, comia e abastecia menos. Tinha lógica… se não estivéssemos em Portugal! Aqui, quando a malta vê que qualquer coisa vai acabar, o que é que faz? Vai para a fila, para que acabe mais depressa!


‘Ai a gasolina vai acabar? Então vou já lá encher o depósito e já agora aproveito e levo um bidon que tenho ali e encho-o também!’

Mas isso de pensar em parar o país, era se fossemos camionistas e acredito que a maioria não é. Pelo menos eu não sou… ainda. E assim sendo, penso em ver gajas. De preferência nuas, mas como isso ainda não é possível (sem pagar), a opção é ir para a praia. Ora, acontece que este menino (eu) habita num subúrbio e para ir molhar o pezinho, tem que se deslocar.
E podia ir de transportes públicos, mas acontece que, já desde pequeno, não gosto de cheirar o sovaco das outras pessoas. Eu sei que estou errado, mas não consigo mudar. Deste modo, vejo-me obrigado a ir de carro. Carro esse que, para minha infelicidade só anda quando tem combustível. E é triste, porque a gasolina custa dinheiro. E como não tenho dinheiro, tenho que trabalhar. A sorte é que arranjar trabalho é fácil. Basta ir à internet e pesquisar. Eu fiz isso e apareceu-me isto:

PERFIL:
- Mínimo 9º ano de escolaridade (ok, tenho)
- Boa apresentação (sou lindo, tenho)
- Conhecimentos de informática na óptica do utilizador (tenho)
- Disponibilidade horária (sim)
- Elevado nível de maturidade e responsabilidade (sempre)
FUNÇÕES:
- Apoio ao cliente
- Caixa
- Manutenção da loja

‘Eh lá, que oportunidade boa! Estou mesmo a ficar interessado. Isto deve ser para trabalhar numa loja, a vender roupa ou assim’ – pensava eu. Até que depois reparei no título do anúncio:

Aprendiz de Sapateiro - Urgente


E ri-me. Porque isto é estúpido. Afinal para colar solas não é preciso curso superior? Penso que terá sido um lapso.

OFERECE-SE:

- Horários rotativos (A facilitarem a malta, gosto)
- Remuneração base mensal + prémios (Ui, loucura. 1 euro por cada palmilha vendida, será?)
- Projecto com continuidade (Sim, é o sonho de qualquer pessoa)
- Integração em equipa sólida e dinâmica (Equipa? Quem, o sapateiro e o aprendiz?)
- Empresa conceituada no mercado (Provavelmente é a Sonae dos sapatos...)
- Bom ambiente de trabalho (Tirando o cheira a cola, não?)

É pá, eu sinceramente gostei da proposta. Agora, acontece que eu moro perto de um centro comercial e por acaso anda lá um homenzinho, coxo, que diz que é sapateiro. Diz que é, porque depois disto, acredito que ele não reúne os requisitos mínimos para exercer tal profissão. Assim, amanhã vou ter de ir lá apresentar uma reclamação. Mas só depois de ir à entrevista para esta oportunidade de emprego que, quer queiramos, quer não, é espectacular pá.

domingo, 8 de junho de 2008

Coiso e tal

Eu gostava de comer uma belga. Não as bolachas, por que essas já comi. E gostei. Muito. Cheguei ao ponto de comer três e quatro ao mesmo tempo. Sempre tentando dar atenção a todas, para não haver queixas. Tento sempre agir como um cavalheiro, mesmo em situações que se calhar devia era mandar as pessoas porem-se no #######. O que não era o caso, estou a falar de bolachas. Comi e fiquei com vontade de mais. De tal forma que tivesse aqui mais meia dúzia, comia outra vez. Mas só meia dúzia, se fosse só uma não. É que acabei de lavar os dentes e uma só bolacha não valia o sacrifício/trabalho que seria lavá-los de novo. E já que estou a divagar, apetece-me dizer que sou solteiro e estou seriamente à procura de uma companheira que seja rica, culta, interessante, extremamente bonita e bem feitinha.


Acredito que vou ter sorte, isto se a revista TV 7 Dias estiver certa. Uma vez vinha lá a dizer que os opostos se atraem. Veremos. Quanto à menina em questão, se for belga melhor. Se for sueca ainda melhor. Agora assim de repente, as belgas não estão mais pequenas? Claro que são as bolachas, como disse logo início, não tenho termo de comparação. Afinal, estão? Parece-me que sim. Ou é isso ou então fui eu que cresci. Agora fiquei na dúvida. De qualquer das formas, vou enviar uma reclamação para a Triunfo. E vou escrevê-la nas três línguas que são faladas na Bélgica. Não pensem que eu sou inteligente, apenas fui ver à Wikipedia. E também não sou poliglota (vi esta palavra num dicionário online), só conseguirei escrever nas tais três línguas porque existem tradutores online.

Resumindo:
Bolachas belgas, mau.
Internet, bom.

Sim, isto foi um bocado forçado. Eu sei e não me importo minimamente. Não compliquem.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Carros? Yeah right…

Para mim, o carro é aquela coisa que usamos para nos deslocarmos. Eu sei que estou a ser muito básico… mas hoje não me apetece estar a inventar introduções parvas e como sou eu que estou a escrever, fica assim. Claro que há quem use o carro para trabalhar, para fazer sexo ou mesmo até como uma arma, para matar outras pessoas. Há de tudo. Aliás, arrisco-me a dizer que o carro é como cu: há quem o use para defecar, há quem o use para outras coisas. São apenas opções e por mim tudo bem. E esta frase até ficou bonita, afinal até sou uma pessoa sensível. Até acho que estou a ter um ataque de sensibilidade agora, oh não...


Viva os homos. Viva os heteros. Viva toda gente. Viva Portugal. E viva a vocalista dos Tokio Hotel!

Uff... já passou. Excedi-me um pouco. Peço desculpa. Vamos mas é acabar com estas mariquices e voltar à questão do carro. Como tinha começado a dizer, o carro é só a porcaria de um amontoado de ferros e ferrinhos e borrachas e borrachinhas, que todos unidos, aparafusados e sei lá mais o quê, servem para nos levar onde nós quisermos. E ponto final, isto é um carro.
E ao ler isto, o vosso pensamento deve ser mais ou menos isto:

“Uau, isto é um carro. Olha-me este pascaço!”

E realmente têm razão, para que é que eu estou aqui a escrever tanto sem dizer nada? Bem, desde logo porque há algum tempo que ninguém escreve nada aqui e sinto a necessidade de encher este post de alguma forma. E depois porque há demasiadas pessoas que me vêm como expert em carros e isso é algo que tem de acabar. E quem diz expert em carros, diz em livros, séries ou desenhos animados. A única coisa em que sou, efectivamente, expert, é em sexo tântrico. Em carros, não. Portanto, quero com isto dizer, meus caros amigos, que não percebo nada do que vocês querem dizer quando começam com aquelas conversas do drift, do drag, das 8 válvulas, do chip no motor, do VTEK com não sei o quê, do GTi andar mais que o TDi porque tem isto e aquilo, das pastilhas do travão e de que o Zé tem um compressor e por isso dá ratada a todos na ponte Vasco da Gama.


É pá, por mim o Zé pode dar essa tal ratada a quem quiser. É-me igual. São coisas que eu não sei e sinceramente também não vejo assim grande necessidade de saber. A menos, claro, que esse tipo de questões possam vir a ser colocadas nas perguntas do Trivial Pursuit. E aí, se calhar, já pensava duas vezes...


Frases do tipo "é pá tu és mesmo o maior", já eu usei diversas vezes enquanto fingia estar atento ao que me diziam. Mas, meus amigos, isso acabou. Eu não quero saber nada de carros. Portanto, se não dominam mais nenhum assunto para além desse, por favor comecem a ler a revista Maria e depois aproveitam para me pôr ao corrente da vida privada do Cristiano Ronaldo, pode ser?

domingo, 25 de maio de 2008

A eurovisão

Podia muito bem ser uma rede de lojas que, espalhadas pela Europa, se dedica à venda de óculos e a problemas relacionados com a visão. Daí o nome. Mas não. É um festival muito bonito, onde se canta e… pronto, é só isso.

Mas é giro, pelo menos há quem acredite que sim. Para comprovar esta afirmação, posso adiantar que há pessoas especializadas em festivais da canção. Sabem todas as músicas, o ano a que corresponde e a respectiva classificação. Fixe, não é? Vá, mais ou menos… E para isso o que é que tiveram que fazer? Nada de especial, só tiveram que abdicar da vida social. Peanuts...

Mas como em qualquer competição há um vencedor. É lógico. A minha pequena questão é: porque é que nunca somos nós? Era giro saber, não era? E então pensei e cheguei a uma mais uma (brilhante?) conclusão. Isso só acontece porque só temos um país vizinho e ainda por cima não tem medo de nós.

Portanto das duas, uma: ou metemos o Cristiano Ronaldo a cantar uma música pimba e toda a gente acha muito bonito porque é o CR7 ou então apostamos forte na aquisição de armas nucleares e dias antes do Festival, fazemos uns telefonemas anónimos e pronto: Portugal 12 points.

Não que eu faça questão de ganhar, até porque sou muito caseiro e nem ia festejar para o Marquês nem nada parecido. Eu acho é que uma vitória era capaz de fazer com que o preço da gasolina baixasse, não?

sábado, 17 de maio de 2008

O senhor Marílio – O fim (ler primeiro os 2 posts abaixo)

O sol já ia alto quando acordei. Abri os olhos e ela estava ali, no meio da rua, a olhar para mim. Quem? A génia do mofo, ela mesma, desta feita só com um ligeiro pesseguinho no rosto. Pedi-lhe que me deixasse sozinho, mas sem sucesso…

(Génia) - Oh mulheri, assim que tu gastaris os créditos que ainda tens, piro-me daqui.

Não respondi. Optei por me manter calado, esperando que ela ficasse louca com a minha atitude e explodisse, ou algo do género. Afinal esta história é tão patética, porque razão não poderia um génio transexual explodir assim de repente, só por estar enervado?

Eu estava nas últimas, cheio de dores e tinha fome. Levei a mão ao bolso e encontrei uma moeda de 1 euro. No meio de tanto azar, alguma coisa que corra bem… Algum tempo depois lá ganhei coragem para levantar a cabeça e olhar em redor. Do outro lado da rua havia um supermercado, nem queria acreditar. Ignorando a presença da génia do mofo, fui em frente. Nunca tinha atravessado uma estrada a rastejar, acho que me saí bem… apesar de quase ter sido atropelado duas vezes. Mas consegui.

Uma vez no supermercado, peguei num Bongo de Maracujá e numas bolachas de água e sal e meti-me na fila. Desesperado e sem forças, gritei:

- Jesus, ajuda me!

E o senhor que estava à minha frente na fila respondeu-me:

- Qual Jesus pá? O meu nome é Elvis, fugi dos EUA à uma catrefada de anos e vim para Portugal… tens mortalhas?

Baixei a cabeça e isso foi o suficiente para o Elvis perceber que não. Um pouco desanimado, ajeitou a sua poupa com as mãos, pagou as compras do mês e saiu.

(Génia)- Vês, ninguém te ajuda meu Bisnaguinha… anda lá fazer uma orgia gay, vá…

Era a minha vez de pagar, avancei. Olhei para o tipo da caixa, um tipo magrinho, com um avental vermelho, cabelo comprido e barba por fazer. Se calhar este encaixava no perfil para ser Jesus, mas não me vá ele responder que é o José Cid e está aqui em part time… fiquei calado. Mas por pouco tempo, pois apercebi-me do nome que estava na placa dourada que ele tinha ao peito: JESUS C. Não me contive e gritei:

- JESUS, ÉS TU! SALVA-ME!

(Jesus C.) - Pssst mas… mas… cala-te pá! Ai… Raio do homem, pá! Chiiiiiiu! ‘Tá aí um velho atrás de ti e se te ouve ainda me vem pedir para lhe dar potencia sexual pá! Vá, são 98 cêntimos.

(Eu) - Por favor, ajuda-me… este génio gay ou lá o que é ‘tá a dar comigo em doido… E estou de ressaca, Jesus, por favor…

(Jesus C.) - Ora aqui está o talão e o troco. Toma também uma bolinha de naftalina e cocaína. Agora vai à tua vida e por amor do meu Pai, cala-te! Vá, adeus, bom dia.

E foi isto. Depois de um dia no inferno, Jesus salvou-me. A bolinha de naftalina funcionou como que um talismã. Jesus é mesmo muito inteligente, só ele para se lembrar que o mofo se combate com naftalina. E quanto à cocaína, durou para uma semana inteira, era de fraca qualidade. Por acaso é a única coisa que tenho a apontar, Jesus que é Jesus devia se abastecer directamente com os colombianos… Digo eu.

Dois anos depois, posso dizer que larguei a droga em definitivo. O dealer nunca mais apareceu, correram rumores que foi preso por ter sido apanhado a fumar num avião. No entanto, meus amigos, nem tudo são coisas más… ainda mantenho o meu emprego de verificador do lixo.
O meu nome é Marílio Bisnaga e só tenho que agradecer a’oblogmaligno por me ter deixado contar a história da minha vida entre 13 de Maio de 1999 e 14 de Maio de 1999.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O senhor Marílio – O desenvolvimento (ler primeiro o post abaixo)

Ao dar um murro na tal almofada velha com um cheiro a mofo, fui surpreendido por uma nuvem de pó. E isso deixou-me dividido pois não sabia se havia de snifar ou não. Mas lá fiquei quietinho, até afinal o que eu gosto mesmo é meter para a veia.

Sem me aperceber e enquanto tomava esta decisão difícil, a nuvem de pó foi ganhando forma e transformou-se numa coisa parecida com um génio. Mas este génio era especial. Aliás, era tão especial que nem sei se diga génio ou génia. E falava:

(Génia) - Olá mulheri, eu sou a génia do moooofo! Ai filha, estava aqui presa há tanto tempo… Olha mulheri, vou te conceder três desejos.

Gelei, um génio que fala! E com aquele baton vermelho? E silicone no peito? Medo. Já tinha encontrado muitas coisas no lixo, mas isto era algo que decididamente não estava à espera de encontrar. Um génio transexual… porra.

(Génia) - Vá, dispachati que ainda tenho que me ir vestir para ir ver o concerto do Mickaaaaaael Carreira!
E esta “coisa” do mofo continuava a insistir que eu tinha que pedir três desejos… Bem, também não tenho nada a perder.

(Eu) - Err… Bom… eu… queria ser rico…

(Génia) - Oh filhaaa, peço-ti imensas desculpas, esqueci-mi de refiriri que só concretizo disejos sexuais com africanos ou…

(Eu ) - O quê?! Aguma vez? Preferia mil vezes ir para a cama com um travesti russo! Por amor de Deus…

(Génia) - Era isso mesmo que eu ia dizeri gaja! Ou africanos ou então disejos com moças que possuam maça-de-adão. Queres qui seja russa? Disejo concedido, amor!

Ok, estou a ressacar – pensei eu. Já estou com alucinações. E saltei do contentor, com a ideia de ir a casa do dealer aqui da zona para acabar de vez com estas mariquices que me atentavam. Dou dois passos e sou abordado por uma loiraça, que basicamente me colocou a mão no ombro e disse com voz de macho: “Querido, sou Natalia Izmailova quero dar-te uma trinca”.

E eu tive medo. Mas tive ainda mais medo quando ela me uma palmada no rabo. Foi aí que percebi que tinha que fugir. Então corri para a casa do dealer, mas ele não estava. Só estava a sua mãe que me viria a dizer que ele tinha ido à Venezuela negociar com um barão da droga lá da zona, um tal de Chávez. Eu estava completamente lixado. Sem uma dose de cavalo vou ressacar que vai ser uma coisa louca e ainda para mais, o tal génio já deve ter ligado para o 118 e já deve saber a minha morada. Para não correr o risco de ter visitas, vou mas é dormir na rua. Afinal de contas nenhuma pessoa se esconde na rua, portanto estou a salvo. Embrulhei-me num cartão e vai de me deitar ali num canto.

Antes de adormecer, pedi a Jesus a sua ajuda. Pedi que aparecesse e me guiasse por este caminho das trevas, levando-me de novo para a luz. Dentro da minha cabeça conseguia ouvir a voz irritante daquela “coisa” a chamar-me: “Bisnaga, Bisnaga…”. Apaguei.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O senhor Marílio - O início

Enquanto os portugueses tentam encontrar uma bomba de gasolina que ofereça um desconto de 5 cent. por litro ao fim de semana, um homem percorre, cabisbaixo, as ruas de Alcoentre. Esse homem é Marílio Bisnaga e esta é a sua história.

Marílio é um cidadão português como outro qualquer: droga-se, vive numa casa abandonada, não tem família, trabalho nem direito ao fundo de desemprego e masturba-se frequentemente. Contudo, a sua vida não se resume a injectar, ressacar, comer e dormir. Ele bem queria, mas não pode ser. Há trabalho para fazer nas ruas de Alcoentre. Há caixotes do lixo para vasculhar pois é necessário conseguir objectos para vender e assim arranjar dinheiro para a próxima dose.

Mas segundo Marílio, a vida já não é o que era. “Houve uma manhã, veja lá bem, que encontrei uma televisão velha na rua e consegui vendê-la numa loja de velharias por quinhentos paus. Isto foi em mil nove e noventa e oito.” – recorda, com um sorriso nos lábios, apesar de não se vislumbrar qualquer dente. E continuo: “Essa vida boa era antigamente, só que depois tive uns problemas…”.

Questionado sobre que tipo de problemas eram, o senhor Bisnaga perguntou-nos se tínhamos tempo e ao obter uma resposta afirmativa, contou-nos a história da sua vida desde o dia 13 de Maio de 1999 até 14 de Maio de 1999.

Tudo começou no dia 13 de Maio de 1999… era o segundo contentor do lixo que visitava, ainda eram 10 da manhã. Como é meu hábito, trepei o caixote pois assim é muito mais fácil perceber o que está lá dentro, mas assim que entrei pressenti que estava ali mais qualquer coisa. E estava, era um cão que tinha sido atropelado e foi ali metido. De repente, ouvi um estrondo. E veio-me à cabeça que fosse o vento, então molhei o dedo indicador numa gota de suor, sim porque não ia por um dedo todo sujo na boca… convenhamos! Bom, uma vez o dedo molhado, levantei o braço e para o céu, de forma a tentar ver de que direcção vinha o vento. E tal como previa, uma leve aragem acariciou o meu dedo e juro que se eu soubesse distinguir para que lado fica o Norte e o Sul, saberia com toda a certeza dizer de onde vinha o vento. Assim, como não sei, preferi pensar que foi um carinho que o Jesus me deu, afinal de contas era dia da Nossa Senhora de Fátima. Depois deste momento mais católico passado comigo mesmo, olhei para baixo e vi a imagem da nossa senhora de Fátima numa lata de conservas. Fiquei preplexo. Tentei me levantar, mas depois de estar este tempo dobrado, as minhas pernas haviam adormecido e vai daí que não me consegui mexer. E assim fiquei algum tempo, olhando para aquela tamanha beleza. Estava feliz, tinha a certeza que o padre trocaria a lata divina por uma mão cheia de hóstias e um copo de vinho carrascão, que ele diz aos fiéis que é o sangue de Deus.

Quatro minutos depois recuperei as forças e desloquei-me até à “salvação”. Mas para meu espanto, quando peguei nela não tinha lá nada. Que desilusão… vou ter que comer outra vez restos ao jantar. Mexi num saco ao lado e percebi o que acontecera: a lata não tinha o rótulo e estava a reflectir a imagem de uma da Santa que alguém mandou fora, pois estava partida.

Se calhar afinal não sou o escolhido para ter uma refeição tão católica, gritei enquanto dava um murro numa almofada velha que cheirava a mofo. E nisto, outra coisa dento do contentor se manifestou…

sexta-feira, 9 de maio de 2008

A grande revelação dos nossos tempos

As revelações surgem quando as pessoas menos esperam, porque se as pessoas estivessem à espera, não seriam revelações. Faz sentido, não faz? Pois é.

Como vocês sabem, ou deviam saber, o Europeu de futebol esta "prestes" a começar. O povo português adora futebol, porque o povo português gosta de rir de coisas serias, e uma questão que tem sido levantada nos últimos tempos é : quem será o próximo treinador da selecção?

É uma daquelas questões que nunca poderá ser respondida de forma 100% correcta, mas ainda assim, eu acho que sei quem vai ser o novo seleccionador português. Mas vamos por partes...

Um dia destes, acordei, como costumo fazer quase todos os dias, e fui ate à casa de banho. Lavar a cara e talz , maquilhagem e talz, aparar o bigode...

Aparar o bigode... Sim, porque eu tenho bigode, como as centenas de milhares de leitores deste blog já se devem ter apercebido. Foi o meu magnifico bigode que me deu que pensar. O meu bigode é parte integral da minha personalidade.

Comecei a pensar : Scolari , Oliveirinha , Humberto Coelho, Nelo Vingada, Toni , e mais uns quantos que não me lembro agora. Que é que tinham todos eles em comum? Bigode. Ai esta. Um bigode forte, marcante ( tirando o do Nelo Vingada, o bigode dele é gay ), uma parte integral da personalidade ( isto sem querer ofender o Nelo Vingada... ) .

Portanto, foi ao descobrir que o meu bigode, alem de farfalhudo, é parte integral da minha personalidade ( também ela farfalhuda, suponho ) que eu me apercebi que vou ser o próximo seleccionador nacional. Com muita pena minha.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O mundo anda perdido

São pensamentos que eu tenho e depois se varrem, como se tudo tivesse voltado á normalidade. Mas não, o que acontece é que depois me adapto ao que vejo e começa-me a parecer “normal”.

Às tantas já nem ligo aos miudinhos, armados em gangsters, que patrulham os subúrbios como se estivessem no Bronx; não ligo aos arrastões que as crianças pobres fazem, imitando o Rio de Janeiro; não olho para as tentativas de brincar ao Carnaval que os portugas fazem, tentando mais uma vez, imitar o Brasil; não ligo aos incontáveis restaurantes e lojas de chineses que tentam transformar “isto” numa Chinatown; nem tão pouco ligo às mulheres horríveis, que passeiam por Lisboa em transportes públicos e que de tão feias que são, por muito esforço que eu faça, não consigo desassociar dos atentados da Al Qaeda. Isto para mim já é normal. Afinal de contas, faz parte do meu dia a dia. Dizem que agora as coisas são assim, por causa da globalização ou lá o que é.
Pois que seja, mas meus amigos, tudo tem limites…
No dia em que eu entro para o meu carro e me deparo com 5 folhetos no mesmo limpa pára-brisas, algo está mal. Muito mal. E convém referir (ou frisar no caso de haverem aqui pessoas que preferem essa palavra) que estavam todos colocados à frente da minha cara, todos na mesma borracha que, suportada por um ferrinho, serve para limpar o vidro do carro. E a outra borracha mais à direita, não tem direito? Parece que não. E o limpa pára-brisas traseiro? Também não? Porquê, é preto? Por acaso até é, mas é igual aos outros dois. Não se percebe.

Isto são coisas que não se fazem. Quer dizer, tudo para um e nada para os outros? Qualquer dia ainda se descobre que é o governo que anda a distribuir publicidades manhosas e tal. É que com isto de dar tudo a uns e nada aos outros é bem típico desses meninos. Disseram-me.
Mas se calhar isso é um “bocado impossível”, dizem vocês. Bom e aqui faço um pequeno aparte pois acabei de usar uma expressão que é qualquer coisa. Um “bocado impossível”: não é possível nem é impossível. Pá, é um bocado.

Ok… siga. Bom, se calhar até é um “bocado impossível” ser o governo a mandar nisso, não faço a mínima ideia, como referi foi alguém me disse isso. No entanto há uma coisa que eu sei (!) e que não se pode negar (?). Parece que há umas quantas pessoas, que ao preencher os papéis para meter bolsa de estudo na faculdade, referem que são trabalhadores por conta de outrem.
Estimado público say: “Uau que novidade…”

I say: É pá calma!! Bem, mas queremos ter calma ou quê?! Ai… Vá, perguntem lá o que é que eles fazem… Ai agora ficaram amuados, foi? Não faz mal, eu digo na mesma: distribuem publicidade!

E querem bolsa. Oh pá não me lixem. Se isso é um emprego vou ali e já venho. Mas se pensarmos que é (vá, num momento de loucura) então não precisam de ajuda para pagar os estudos! E se é emprego, não seria melhor aprenderem a ser bons colegas e não colocarem panfletos onde já alguém meteu, antes de irem pedir a bolsa?! Haja ética, não? Só um bocadinho, vá lá…

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Nicolau Breyner

Tenho alguma simpatia pelo Nicolau Breyner. Sempre tive. Não sei explicar muito bem porquê, mas acho que esta relacionado com o facto dele ter apresentando alguns dos programas de televisão mais ridículos de sempre . Poderia aproveitar e fazer-lhe a devida homenagem, mas não o vou fazer. Primeiro, porque os gajos do GF me roubaram a ideia...e segundo, porque este post não tem nada a ver com o Nicolau Breyner.

Um dia destes, parei numa passadeira. Parei. Carros a passarem de um lado para outro. Estava eu nisto, quando chega uma velhota, com os seus 80 anos. Parou. Carros a passarem de um lado para outro. Podia dizer que entretanto chegou mais uma velhota e desataram a comparar os dildos. Mas não chegou,por isso não vou dizer.

Alem disso, isto é tudo inventado. A questão é que a velha começou a apertar aquele botão, aquele que tem no semáforo, que supostamente serve para mudar a cor do semáforo ( de vermelho para verde, quase que aposto ). Começou a apertar aquilo com um entusiasmo que poderia significar duas coisas : é ignorante, por ser viuvá desde os anos 60, ignorante, provavelmente por ser viuva desde os anos 60. Pensei que toda a gente sabia que aqueles botões servem para umas famílias pedirem chorudas indemnizações ao estado.Mas afinal,parece que não.

houve vários casos, alem esta com muita pressa, carrega no botão, apanha um "choque", e depois pede uma indemnização ao estado por danos não-sei-quê. Por isso, o que quero dizer com isto, é que os semáforos são lentos para fazer com que as pessoas se irritem e carreguem nos botões. Como os botões não funcionam, mas para compensar, dão choques eléctricos a quem carrega, o estado é obrigado a pagar. Portanto, todos os semáforos foram criados por anarquistas infiltrados no estado, com o objectivo de fazer com que o mesmo fique...teso.

Chocante?
Pois é...








( que merda de trocadilho... )

terça-feira, 29 de abril de 2008

Aquela coisa... err... música?

Eu não gosto de pimba. Aliás, escusava de ter começado assim, para quem me conhece isso é óbvio. Mas pronto, não gosto. E convém informar que não sou daqueles que diz que não mas quando vai é a festa da aldeia, anda para lá a “bailar”.
Nada disso. É um assunto que me passa completamente ao lado. Se calhar até é por isso que não ando para aí a mandar postas de pescada, dizendo que esse estilo (?) é isto ou aquilo. Quem sabe…

Mas pessoas como eu, há por aí muitas. Também há outras que ouvem e se abanam com gosto. “Se calhar são bimbos”, dizem vocês. Provavelmente são, mas parem lá de fazer juízos de valor. Isso não é nada bom.

Mas menos bom ainda, e não se percebe, é que a maioria das pessoas que não gosta destas músicas mande o seu “bitaite” e depois vá a correr para casa, ouvir os “somzaços” que passam na rádio da moda (seja ela qual for) e ou na MTV!

Olha que bela moral. Primeiro falasse mal do que (quer queiramos quer não) é nosso e depois vai-se para casa consumir o lixo de outros países! E, se for preciso, ouvem e gostam. Até aprendem a letra, se for preciso! Mesmo que não lhes diga nada, porque acredito que muitos não percebam o que se está ali a cantar.

(Claro que nem tudo é lixo, atenção.)

Mas o que me entristece mesmo muito, é que se for preciso renega-se a música popular portuguesa para se ouvir o Crystal Ball dos Keane, cujo refrão é:


Oh, crystal ball, crystal ball

Save us all, tell me life is beautiful

Mirror, mirror on the wall


Ui, que som. Vejamos em português…


“Oh bola de cristal, bola de cristal…”


È pá fico-me por aqui, não consigo mais. Oh bola de cristal, raios te partam. Mas há mais. Vide outro “piqueno” exemplo:

Patrick Hernandez e seu Born to Be Alive...


You see you were born, born
Born to be alive


Grande sucesso, hein? É verdade. Mas ao traduzirmos o refrão...


“Tu nasceste… nasceste… nasceste para estares vivo.”


A sério? Quem diria… Por acaso não estava nada à espera.
Agora estão a imaginar as figurinhas ridículas que fizeram na disco a dançar isto, não é? Não? Pois olhem que deviam.
Mas podem sempre argmentar, em vossa defesa: “Mas isto não é pimba!”. Claro que não é, no entanto, é impressão minha ou até o Nel Monteiro tem letras melhores que estas? Ah mas são em português. Que belo handicap tu arranjaste ó Nel…


Por último, mesmo sendo um pouco off topic, aproveito para recordar os carissímos visitantes deste blog que os comentários estão disponíveis para todos. Portanto caso queiram dizer de vossa justiça ou simplesmente mandar-nos para algum lado, estão à vontade.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O Cock que é Robin

Hoje deixo-vos uma dúvida que me surgiu durante o duche matinal, enquanto cantava dois ou três greatest hits dos anos 80. Já agora convém frisar que sim, eu sei cantar MUITO bem.

A dúvida:

Se a palavra inglesa cock, significa pila (estando eu a ser simpático);
Se Just around quer dizer qualquer coisa como: ali por perto;
E se corner se lê: cóna...

...Será possível afirmar que uma pila, de seu nome Robin, canta uma música intitulada ali perto da cóna?!

É esta música! (para os mais esquecidos\leigos\preguiçosos que não querem aceder ao youtube)

Pensem nisto. A sério, pensem e depois digam-me que estes americanos não são uns badalhocos. Ah e se alguém disser o contrário, aviso já que usarei como contra-argumento histórias de criancinhas americanas que foram abusadas por padres pedófilos. (Mais baixo que isto não me lembrei... peço desculpa).

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Força no palito

O povo português gosta de frases estranhas.
A verdade é que gosta mesmo. Não importa o status social, o numero de amigos no hi5, o numero de vezes que chumbou o 9º ano ou se compra o Publico ou o 24horas, todo o português (sim Prof. Berta, sei que "todo o português" tanto pode significar todos os portugueses com um português inteiro, resultando numa frase ambígua, mas neste caso tem mesmo que ser, e ambígua será) gosta de frases estranhas.
Podia ficar aqui a enumerar frases e fazer um post grande, mas, prefiro, ao contrário, fazer um grande post, por isso preparem-se...

Quem nunca ouviu a seguinte loucura "Força no palito!"
Não? Bem, eu já ouvi. Uma vez. Duas vezes, vá la. E à terceira, fiquei a pensar: "No palito? porquê no palito?". É obvio onde é que as pessoas querem chegar, ( é ao pénis ) mas porque raios usam palito como meio para lá chegar? Estão a insinuar que alguém usa o pénis para limpar restos de comida dos dentes? Será que é isso? É possível. Por outro lado, podem estar a insinuar "Ahahaha é tão fino que parece um palito!". É uma ofensa, sem qualquer dúvida. Podem, ainda, querer estar a chamar alguém de Pinóquio: "Ahahaha palito = madeira; madeira = Pinóquio!"

Agora, o leitor deve estar a perguntar a si mesmo " onde é que este idiota quer chegar, com esta conversa da treta? " . Pois, excelente questão...

Foi um regresso em grande? Não foi não senhor. Mas foi um regresso...




Acho eu...

HI5, agora sim, és grande

Como todos sabemos, o hi5 é um espaço muito in.
Imagine-se que há pessoas que nem sabem usar um PC nem tão pouco sabem o que é a internet, mas têm um perfile no hi5! Pronto, isto não nada preocupante... mas o que vou escrever a seguir, é!

Um dia destes, enquanto tentava encontrar uma fêmea jeitosa e com quem pudesse fazer o amor (e não procriar, atenção), deparei-me com o hi5 de um cão. Sim, um cão! Com o nome, idade, signo, fotos... enfim, um perfil que fez corar o meu.
Parei e fui beber um café, enquanto deixei o PC a reiniciar.
Voltei, acedi ao hi5, já mais relaxado e cada vez mais convencido que tudo não tinha passado de um sonho e... dou de caras com o perfil de um espaço comercial. Um bar, ali no meio, assim como quem não quer a coisa...

"Ok, isto está mesmo a acontecer..." - sussurrei para o meu ursinho de peluche amarelo.

E ele, com aquela vozinha característica dos ursinhos amarelos, disse-me: "Também podias fazer um para mim ó grandioso macho latino que habita nesta casa". Ele estraga-me com mimos, eu sei.

Mas decidi não lhe fazer a vontade, até porque ele se tinha portado mal na noite anterior, quando eu o quis pôr no chão para ir dormir e ele, muito senhor de si, me mandou para um sítio acabado em alho.

E como é óbvio, não gostei da sua atitude. Então, aproveitei a situação para me vingar e decidi fazer um novo perfil sim, mas fictício. Mas sobre o quê? Bom, tenho uns ténis (ou sapatilhas, caso ande por aqui alguém do norte) da Vans que gosto muito, mas... tinha que fazer 2 perfis, um para cada "calcante" e isso dá muito trabalho.

Então decidi-me por algo que seja comum a um maior número de pessoas. Algo que esteve, está e estará sempre presente naquela papa caseira que nos dão quando somos miúdos. Aquela que é feita à base de iogurte, banana esmagada e... ela mesmo... BOLACHA MARIA.

Portanto, façam o favor de consultar o hi5 e respectivas fotos desta menina. Aliás, foquei-me muito mais nas fotos. Ah e é verdade, reparem que a bolacha Maria só não faz aquele biquinho com os lábios que ao que parece agora está super na moda, porque eu não acho piada nenhuma. Só por isso. Não culpem a bolacha por favor.

http://maria-bulaxitahh.hi5.com/

Agora sim, o hi5 está mais rico.

sábado, 19 de abril de 2008

Tu taquétinho...

Desde muito novo que oiço esta expressão, geralmente dirigida à minha pessoa quando fazia merda. Hoje, numa banal pesquisa no "supermercado de videos", vulgarmente conhecido por Youtube, encontrei esta relíquia:




Bem, comentários para quê? Mesmo que quisesse seria dificil pois a brutalidade desta música/letra/vídeo é qualquer coisa...

Para terminar, como não podia deixar de ser, guardo um momento de estupidez. ainda que desta vez o tenha tentado evitar... mas sem sucesso. Então é assim: como será o refrão desta música, numa versão cantada pelo homem do anorak vermelho que fazia mal às criancinhas? Humm...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Produto que é vendido dentro de bisnagas e que colocamos na escova de dentes

Para que serve? É pá sou mesmo o pior, eu sei, começo logo com perguntas difíceis… mas vá, vou dar uma ajuda… higiene oral… sim… é isso… ui, quase… hein? lavar os dentes? BINGO! Afinal foi super fácil.

Bom, mas como este blog é um “blog amigo”, deixo-vos uma listinha para que não haja qualquer tipo de dúvidas/enganos:

Vim verde – lavar o chão;
WC Pato – lavar a sanita;
Pasta de dentes - lavar os dentes.

Agora a questão central:
Se na lista acima está o B+A=BA da desinfecção. por que raio é que alguém se lembrou de inventar a história que a pasta de dentes também serve para acabar com as pragas de acne?!
Realmente há mesmo gente que não tem nada para fazer. É como as pessoas deste blog, só que enquanto nós vimos para aqui escrever coisas que não interessam a ninguém, outros preferem inventar mitos. Bem, se isto não é para dar emprego aos MythBusters do Discovery Channel, então não sei para que é…

É claro que toda a gente sabe que a pasta de dentes está para as borbulhas como a pílula está para a gravidez. Apesar disso, pelo sim, pelo não, fui confirmar no google. E a resposta foi a esperada.
Isso levantou, então, uma outra questão: a pasta de dentes não é eficaz… mas e os dentífricos???
Uma boa pergunta, de facto.
Assim, decidi decidido a acabar com esta dúvida inquietante, comi 3 tabletes de chocolate para mousse, de forma a ficar com a cara como um menino de 16 anos.
Motivo? Para além de querer testar uma estúpida teoria, nenhum.

Três semanas depois, é com grande satisfação que posso garantir, com 100% de certeza, que os dentífricos também não servem para dar cabo das borbulhas. Quer tenha, ou não, elixir. Experimentei ambos. Vá, eu entendo perfeitamente, venha daí esse “ohhhhhhh”…

Mas não fiquem tristes, talvez o Tantum Verde sirva, não sei. Sinceramente não tive paciência para testar. Tentem vocês.

Na minha modesta e imparcial opinião, uma pessoa bem pode tentar resistir à tentação, mas acaba sempre por gastar dinheiro no belo do Clearasil. E digo isto sem receber qualquer tipo de contribuição desta marca. Com alguma (não muita) pena minha.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Isto não é facil...

...mas também não é la muito difícil.

É uma intro engraçada,não é? Quem quiser ser muito rigoroso pode sempre dizer "ah e tal,isso não é uma intro".É claro que eu vou responder "ide pro pénis". A grande questão de hoje é a seguinte : os cães conseguem ou não olhar para cima?

Hein? Já pensaram bem nisso? Claro que não,porque,ao contrario de mim,algumas pessoas têm vida,e consequentemente,mais em que pensar.
Mas lá que é uma grande questão,isso ninguém nega. Vi uma discussão sobre isso num filme, não tenho a certeza se foi no Lock,Stock and Two Smoking Barrels, no Layer Cake ou noutro filme qualquer.

Depois comecei a reflectir sobre o assunto. A verdade é que,por mais que me esforce,acho que não me lembro de ter alguma vez visto um cão a olhar para cima. É tipo aquela historia do pénis de vaca e bodes montês bissexuais: toda a gente ouve falar, mas ninguém perde muito tempo a pensar no assunto.Só mesmo eu.

Imaginem o que seria viver uma vida inteira sem olhar para cima ( a não ser virando a cabeça para cima,ou no caso do cão,o focinho para cima,claro está ), condenado para todo sempre a mirar a baixa e media altitude,apenas.

É claro que toda esta tortura tem uma razão de ser. O cão,como toda a gente sabe,é um animal que gosta de se lamber.Regularmente.A toda a hora.

Portanto, o criador dos cães pensou :
"Hmm... Vou criar um animal bem porco. Mas ao mesmo tempo,leal. Um animal que não goste de gatos, porque acha os gatos algo abixanados.Mas,ao mesmo tempo,ironia das ironias,um animal que gosta de passar a língua nas suas próprias partes baixas. Ahahahaha sou mesmo engraçado "

Aí têm, caros leitores. Por isso é que os cães não conseguem olhar para cima. É para verem bem o quão porcos são e para verem, para terem bem a noção da nojencia que estão a fazer quando passam a língua pelas próprias partes baixas.


( E não me digam que podiam simplesmente fechar os olhos,porque isso é batota e os cães não são batoteiros.São apenas nojentos.)

domingo, 13 de abril de 2008

Modelos de SMS? Certo…

Sentado no banco de uma vulgar paragem de autocarro, às 7h da manhã, balançava os pés. “É maluco”, pensam vocês. E eu concordo, não tanto pelo balançar dos pés, mas porque ninguém acorda tão cedo para ir… à Loja do Cidadão. O mais curioso é que quando lá cheguei já estavam 39 pessoas à minha frente. Acordei tão cedo para isto? Achei estranho e senti-me estúpido. A solução que arranjei foi inventar, para mim mesmo, que as pessoas tiveram de dormir ali para arranjar o lugar e assim não fiquei tão em baixo.

Dou então, por mim, ali em pé. E nestas alturas da vida o que é que uma pessoa pode fazer? Bom, uma opção é meter conversa com os “companheiros” da fila, mas optei por não o fazer, pois ao olhar em volta apercebi-me que tinham todos, pelo menos, o triplo da minha idade. E como ainda não tenho opinião formada sobre assuntos como: reumático, problemas cardíacos e afins, resolvi ficar quietinho.

Mas também só aguentei 3 minutos. Aquela vontade de fazer qualquer coisa foi mais forte. Feliz ou infelizmente, como já me deixei de roer as unhas, saquei do telemóvel. Primeiro pensamento: “Vou enviar SMS’s parvas à malta”, como geralmente faço, acrescente-se, mas depois pensei “E vou mandar para quem?”. É que apesar de os meus contactos serem tudo menos normais, não acordam a esta hora…

Pensei mais um bocadinho e… ideia! Vou mexer no telemóvel, a fingir que estou a enviar mensagens! É estúpido mas é verdade, ás vezes gosto de enganar as pessoas. Pensam que eu estou a escrever mensagens mas não estou. Ahahahha.
Sou tão parvo, eu sei…

Enquanto “actuava” para um público que afinal não me ligava nenhuma, verifiquei uma opção que para mim era estranha: Modelos de Mensagens.
“O que é isto?”, pensei. Segundos depois obtive a resposta, é somente uma coisa que não interessa para nada.
Desde logo porque as palavras das SMS’s predefinidas não estão abreviadas e isso vai gerar dúvidas na cabeça das pessoas. Afinal quem é que está habituado a ler SMS’s em português correcto?!

E pronto isto podia ficar por aqui, não se perdia nada e talvez quando carregassem na cruzinha, para sair, pensassem que leram uma coisa como deve de ser. Ou então não. Por isso resolvi acrescentar uns exemplos do que referi. Aí vão:

Chegarei às – Isto era escusado, quando chegar digo que cheguei! Agora “chegarei às”? Se soubesse que ia chegar tarde tinha logo combinado para mais tarde… Já para não falar que este verbo, em SMS’s nem se conjuga assim. Quanto muito “vou chegar…”

Reunião cancelada. – Sim, esta faz muita falta. O cidadão comum tem sempre imensas reuniões. Nem que seja para ir para cusquice com a vizinha do R\C. Cusquice? Nada disso, reunião.

Também te amo – Esta é genial. Quem enviar este modelo à sua cara-metade das duas, uma: ou não gosta dela e quer que seja ela a acabar, até para depois poder fazer o papel de vítima, ou então por preguiça de escrever “Amu.t”.

Parabéns – Assim, sequinho, em vez de uma SMS daquelas todas catitas e que no geral recebemos no nosso último aniversário. Daquelas que resolvemos guardar para no ano a seguir, quando já ninguém se lembrar, fazermos um brilharete. “Parabéns”. Nem “que contes muitos”, nem nada. “Parabéns” e cala-te, vai lá comer o bolo.

Obrigado – Para o final ficou este “obrigado”, sincero, que vai com toda a certeza deixar a outra pessoa a pensar que fez uma acção tremenda. Claro que é muito mais fácil e rápido ir a Nova Mensagem e escrever OBG, mas pronto…

Posto isto, fiquei um pouco pensativo. Sempre pensei e, aliás, defendi a espectacularidade do meu telemóvel. Agora reparo que ele também tem coisas parvas, como os outros. Estou deprimido.

sábado, 12 de abril de 2008

Eles são muitos e são parecidos uns com os outros

Porque raios é que, quando um casal tem um bebé, tem que andar com o bebé para todo o lado, como se fosse um troféu. Já repararam? Parece um premio, ou assim. Ate parece que é algo difícil de arranjar. Parece uma cena rara. Se ainda fosse do tipo “Olha, já viste? Tenho o Jester Race assinado pelo Anders”, isso sim, era de mostrar a toda a gente. Agora um bebe? É que nem são assim tão difíceis de arranjar. Mostram aos amigos. Aos vizinhos. Ao carteiro. Às pessoas imediatamente à frente e atrás na fila do supermercado.

Por falar nisso, ainda um dia destes, estava eu na fila do supermercado a pensar na vidinha, quando ouço um “UUUUÊEEEEEEEE!!!” logo atrás de mim. Tiro o phone esquerdo do ouvido esquerdo, viro-me uns 120º para trás. Ok, vá lá, 135º, e dou de caras com o perturbador que perturbou a calma do supermercado. Era calvo, pesava meia dúzia de quilogramas e não tinha mais que 35 cms. Mas também não tinha menos de 12cms. Então, a mãe do delinquente pergunta:

“Já viu o meu filhote??”

E eu : “Ah, é seu filho? Pensei que fosse o seu marido…”

Perturbador : “ UUUUUUÊEEEEEE!”

Eu : “UUUUUUÊEEEEEE!”? Não. Esquerdo. Sovaco Esquerdo do Diabo”

Ela :” Oi? “

Eu : “ Nada. Pensei que o cabeça de ovo estivesse a chamar-me…”

Ela : “Como é?”

Eu: “ Nada, estou só a fazer conversa para depois postar no blog. Quanto maior for a nossa conversa inventada, menor será o resto do post…E eu estou sem ideias, por isso estou a fazer conversa consigo e talz.”

Enfim, paguei a saqueta de chá que vinha comprar, e fui para casa a pensar. A linguagem dos bebés. É uma coisa fascinante. Já pensaram se aquele “UUUUUUÊEEEEEE!” desesperado não foi apenas para chamar a atenção? As tantas significa algo do género “Mãe, este carrinho é
desconfortável pa cacete…”

Enfim, isto é tudo muito bonito mas já reguei o suficiente, vamos voltar à questão principal: porque raios é que exibem os bebes como se fossem uma coisa doutro mundo? Eles próprios também já foram bebes! Fosgaç, ate eu já fui um bebe. Era rechonchudo. Mas não interessa. Eles passam a maior parte do tempo a dormir, chupar na teta (literalmente) e a chorar/berrar. Muito boa vida, certo? Relativamente parecida a minha, tirando a parte do chorar e a parte da teta…

Tanta choradeira, para quê; de que é que eles se queixam? Não estudam. Não trabalham. Não fazem absolutamente nada a não ser a cena do dormir e mamar, então porque é que se queixam? Choram, choram… bando de emos. Não merecem ser exibidos daquela maneira, não merecem não senhor. Portanto, acho que o governo devia fazer uma lei que proibisse o nascimento desses choramingas.

Ok, eu calo-me.
Calei-me.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

“Já posso beijar?"

É esta a dúvida que vagueia pela cabeça de milhões de pessoas e impede a sua felicidade. E atenção que não é beijar na boca, é muito mais simples que isso.
E não, também não é beijar o Menino Jesus na Páscoa. Nem tanto ao mar nem tanto à terra…

Bem, como é de senso comum, a vida está em constante mudança.
Exemplo:

Pita do telemóvel says: “Ontem o meu telemóvel tocava na Escola Carolina Michaelis, em plena aula de francês e hoje estou numa escola nova…”

É disto que estou a falar meus caros, mudança. E já que estou a falar de escolas, é verdade ou mentira que os homens têm muito mais dificuldades quando mudam de escola? Ah pois, primeiro só interagem com pessoas do mesmo sexo, basicamente, porque dá mais jeito. Até para cumprimentar, é só apertar a mão e já está.
Ou achavam que os elementos do grupinho de rapazes da vossa turma eram gays?! lol
Deixem estar, lá para a terceira semana, eles vão ganhar coragem e vão meter conversa com um membro do sexo oposto, possivelmente para perguntar: “err… tens… tens uma mina?”

E assim o primeiro passo está dado, depois é sempre a subir. Começam a dizer “olá” e “adeus”, a almoçar com as colegas na cantina, a pedir para assinarem por eles na folha de presenças quando faltam… quase tudo. Mas mesmo assim, não são totalmente felizes porque, dentro das suas cabeças, uma dúvida persiste: Será que já posso cumprimentar com dois beijos? Pois é…

Convenhamos que dar com as mulheres é difícil. Há homens que conseguem concluir o Doutoramento mas nunca conseguiram beijar a colega que lhe orienta os apontamentos.
Penso situações destas só acontecem porque não há um manual de normas. Tipo:

Manual de Normas para Cidadãos Fixes
Alínea 4 – A Arte de Cumprimentar

O macho deve começar por saltar ao pé-coxinho, enquanto, ao mesmo tempo, assobia uma música do, mítico, José Cid. Caso a fêmea diga a palavra “Zbréki”. Então o macho pode avançar e cumprimentar a senhora. Caso contrário, é obrigado a abandonar o local e enfrascar-se na tasca mais próxima.

Acho que algo deste género podia resolver a coisa.
É que por incrível que pareça, o homem pensa que é capaz de destruir aquela bela relação “Olá - Adeus”, só por tentar dar um beijo na cara. Mas o mais estúpido é que se for preciso, nas conversas de MSN despedem-se sempre com “jinhos grandes” ou ainda pior: “jokas”! Claro que mais tarde, quando se encontram, face to face… continua tudo na mesma.
E isto entristece-me bastante, é que quando passo na rua vejo a cara das pessoas e nota-se que há muito boa gente a sofrer com isto. Assim, resolvi deixar umas dicas para os mais necessitados.

Técnicas disponíveis:

- o jogo: “Ah vamos jogar ao verdade ou consequência…” - “Só nós os dois?” - “Sim, anda lá… verdade ou consequência?” - “Consequência.” - “OK, da me um beijo na cara.”;

- o brincalhão: técnica que eu próprio já usei variadíssimas vezes, nem sempre com sucesso, confesso. “Olá, posso te dar um beijinho? Não? Ah, não faz mal, ‘tava a brincar.” E damos o nosso sorriso mais parvo;

- o descontraído: consiste em chegar e, calmamente, como se já fizessem aquilo à muito tempo, chegam e beijam. Prática arriscada que tanto pode render o rótulo de “simpático”, como de “tem a mania que é bom”.

Bom, espero ter ajudado alguém e desejo sinceramente que o futuro vos reserve muito mais beijinhos na cara. Se alguém seguir estas dicas e posteriormente se atirar da ponte por ter falhado redondamente, espero que a família não meta qualquer tipo de acção contra mim em tribunal… e agora estou a falar a sério!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

[Insert someone pimba here]Rock

Não gosto muito de revistas. Elas irritam-me um bocadinho, especialmente aquelas "Nova Gente", "Caras" não sei que e porcarias desse género. Elas irritam-me, especialmente porque não consigo ver um exemplar de uma dessas revistas sem ceder à tentação de ler a primeira página, não vá constar por lá alguma notícia bombástica, do género “Cláudio Ramos vai ser mãe!” ou algo do género. Enfim.
Um dia destes, fui ao quiosque do costume fazer a pergunta do costume ( “ Tem a Loud? “ ). Depois de ouvir a resposta do costume (“ Não, só recebi 3 e já as vendi “ ), fiquei especado durante uns bons 2 segundos a olhar para a capa da Nova Gente .Lá estava a Luciana Abreu aka Floribela ( ou Floribella,whatever ), toda pintada e siliconeada . Enfim, preparo-me para ir embora, pego no mp3, carrego no Random e começa a tocar uma faixa qualquer de Harry and the Potters . Como se isso por si só não fosse mau o suficiente, tenho o seguinte pensamento: “Então se à pala do Potter, inventaram o Wizardrock, será que mais dia menos dia inventam o Floribel(l)aRock?”.

Pensem. Imaginem só. Imaginem, dezenas e dezenas de bandas a aparecer de um dia para outro, com os elementos vestidos à lá Floribel (l) a, aqueles ténis floridos, a cantar musicas sobre a Floribel(l)a, a dar concertos em tudo quanto era sitio, desde livrarias até lares de terceira idade. Imaginem inventarem um desporto em homenagem à dita cuja, o florbol. Regras? Não tou com paciencia para as inventar.
Enfim, muito gostamos de criticar Portugal, mas a verdade é que isto podia estar pior. Bem pior. Imaginem só: Floribellarock; ManelLuísGouchaRock (letras sobre os livros de culinária do Goucha e frases celebres proferidas pelo mesmo no Você na TV); PreçoCertoRock (musicas feitas à volta das "piadas" do Fernando Mendes)... Triste, não é? Claro que o povo português é um povo decente, e a probabilidade desses pseudo - géneros musicais aparecerem e dominarem o pais é ainda menor do que a probabilidade do Goucha ter um filho com a Cristina Ferreira, mas ainda assim, é razão para ter medo, nem que seja para ocupar o tempo.

Já agora, não tenho a certeza se a palavra "siliconeada" existe ou não. Portanto, se algum professor de TEE estiver a ler isto, por favor deixe um comentário, de modo a desfazer a minha dúvida. Obrigado.

terça-feira, 8 de abril de 2008

O génio da bola

Toda a gente já ouviu falar no Cristiano Ronaldo. Ou por jogar à bola, ou por comer as gajas todas, whatever. Como é uma pessoa mediática, é normal que as empresas apostem nele, com fins publicitários. Quem não se lembra daquele spot do Modelo, em que ele, de fatinho e sapatinho engraxado, jogava à bola no aeroporto?
Pois é… agora ele está de volta.



É um anúncio muito bonito e tal, mas agora vou mostrar a minha forma de o interpretar.
Ora bem, tudo começa com uma bola, penso que sem dono, algures numas arcadas de Lisboa. Nisto, um adulto que passa nessa rua, depara-se com o objecto citado e o que é que faz? Aproxima-se. Para quê? Para lhe dar festinhas. É verdade, viu ali uma bola carente e pimba, toma lá disto. Só vocês verem a classe deste anúncio.

Nisto, a bola começa a deitar fumo e sai de lá um marmanjo. E o que é este diz? Diz: “Eu sou o génio da bola”.
É que nem “Boa tarde” nem nada, parece que está naquele concurso televisivo que havia antigamente, do Jorge Gabriel, em que ele ligava para casa das pessoas e elas tinham que dizer logo “RODA DOS MILHÕES!” e se dissesse qualquer coisa antes, perdia.
Mas pronto, se calhar só estava com pressa para ir à sua vidinha de génio da bola… vá, vou fazer um esforço para lhe dar o benefício da dúvida.

Adiante. Sempre parco em palavras, Cristiano Ronaldo aka génio da bola, lá explica ao homem que tem três desejos para pedir. E é aqui que começa o desfile de parvoíce. Quer dizer, aqui ainda não, porque o homenzinho ao pedir o primeiro desejo ainda mostra um pingo de humanidade, ou seja, pede dinheiro. E como sabe que o Ronaldo ganha bem, o que é que ele pede? Uma conta como a dele. É perfeitamente natural.

O azar dele é que o génio, estava com pressa e respondeu: “Isso é fácil, vais ali ao BES e abres uma conta crescente”. Exactamente como quem fornece indicações a um estranho que se perdeu na rua: “É fácil pá, é como quem vai ali para as piscinas municipais, mas corta na primeira à direita e depois à esquerda. Não há que enganar.”
No BES é a mesma coisa, chegas, pedes e quando dás por ti ‘tás rico.

Acrescentando ainda, no final: “Vá mais”. Tentando apressar o pobre coitado que apenas queria dar uns chochos numa bola vadia… Aliás, é por causa destas atitudes que eu suspeito que o génio tem pressa para ir fazer qualquer coisa, tipo pagar o selo do carro ou ir para a fila na Loja do Cidadão…

Como segundo desejo, é pedido um bilhete de avião para ir apoiar a selecção à Suiça. E aqui, peço desculpa mas pára tudo! Então o homem pede o bilhete de avião? E o bilhete do jogo? E só para um jogo? E a estadia? Ah, se calhar, estamos a lidar com meninos ricos, que só têm é preguiça de pagar o bilhete do avião, é isso? Ou é apenas um tolinho?

De qualquer das formas, aqui o génio esteve à altura: “Quando abrires a conta pode ser que ganhes algum”. Pode ser. Se não sair, olha, vais a pé. Ou então vais procurar mais bolas para fazer festinhas e pode ser que tenhas sorte. Pensamento positivo.

Por fim, o homem formula o último desejo. E nisto dou por mim a pensar no que será que ele vai pedir. Uma casa em Cascais apinhada de meninas da vida?! Um carro topo de gama?! O Sporting campeão?!? Não, nada disso… quer uma bola autografada. Como quem diz, já que estás com tanta pressa deixa-me só aí um autógrafo “pó meu mai novo”.

Desejo ao qual o génio decide atender, fazendo uns gatafunhos à pressa e despedindo-se de pronto, com um seco “Adeus”. Mais uma vez, esquecendo-se de acrescentar algumas palavras de consolo como “camarada”, “até para o ano” ou “espero que para a próxima tenhas a sorte de apanhar um génio menos forreta”.

E pronto, é isto.

O começo

Numa bela tarde de chuva e vento forte, fomos surpreendidos com a presença de um senhor de microfone na mão que, mais tarde, nos viria a confessar que era jornalista. E em boa hora o fez, porque eu já começava a questionar-me que raio de disturbio seria aquele que faz uma pessoa ir para a rua fazer perguntas, com um microfone na mão…

Segundo o seu testemunho, foi informado da abertura do blog através de um dos heterónimos do meu caro colega bloguista, um tal de Mata Pombas. Coisa que sinceramente não me espanta pois esse ser é um chibo!

Mas pronto, já que o jornalismo tinha gasto dinheiro no bilhete do metro e como nos disse o nome da pessoa que temos de eliminar, resolvemos fazer-lhe a vontade… “Venham de lá essas perguntas.” – dissemos.

Entrevistador: Este blog que criaram, vai trazer alguma coisa de novo à blogosfera?

Tony Mais ou Menos da Silva: É pá, hoje estou um bocado deprimido… por mim não.
Sovaco Esquerdo do Diabo: Por mim… humm… traz um link novo e faço já a publicidade:

E: Então para que é que o criaram? Se é mais do mesmo, se calhar não valia a pena…. Digo eu…

S: Bem, o meu leitor de mp3 ficou sem bateria e…

E: Só por causa disso??? Porque é que não ficaram, ao invés, na vossa mesinha do café, a comer tremoços e a mamar jolas?

T: Bom, porque, na verdade, não estávamos num café. Estávamos numa tasca e de pé, ao balcão…

S: E também já não tinhamos dinheiro…

E: Ah…

S: Ah o quê?

E: Há mas são verdes…. (risos)

A partir daqui, resolvemos censurar a entrevista. Se bem que até me daria um certo gozo descrever, por exemplo, aquele jacto de sangue que esguichou do pescoço da besta que nos entrevistou… Mas pronto, parece que há pessoas que depois vêm aqui ler isto e podem ser sensíveis. Achámos melhor não contar nada.